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Gás natural

Grandes consumidores industriais estão preocupados com reajustes de preços

12/04/2006 | 00h00

A ameaça da Bolívia de aumentar o preço do gás natural vendido para o Brasil preocupa a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), que ontem divulgou uma nota informando sobre as ambições bolivianas de aumentar o preço do gás, sob pena de interromper o fornecimento à Petrobras.

Na nota, o coordenador de energia térmica da Abrace, Luiz Antonio Mesquita, que também é diretor da Fosfértil, enumerou pontos de um encontro que teve com o presidente da Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Jorge Alvarado, e com o vice-presidente de operações da empresa, Nelson Cabrera Maraz, em La Paz.

Mesquita foi informado que a Bolívia quer aumentar o preço do contrato em vigor e não apenas dos volumes adicionais aos 30 milhões de metros cúbicos dia do atual contrato. E que a YPFB pretende aplicar o preço máximo da banda de preços, que hoje estaria no mínimo.

"Achei muito grave isso (intenção de aumentar o preço) e interpretei como quebra de contrato. Mas a YPFB explicou que o contrato tem duas bandas e que hoje o preço está próximo à banda mínima. Mas eles querem deslocar o preço para a banda máxima", explicou Mesquita, por telefone, de La Paz.

"Isso me preocupa como grande consumidor no Brasil, até porque as distribuidoras dizem que um aumento como esse não está previsto no contrato delas com a Petrobras. Pelo menos foi isso que ouvi de duas grandes distribuidoras", disse Mesquita, sem informar o tema das negociações entre a Fosfértil e a YPFB.

A intenção da entidade era manifestar sua preocupação com a possibilidade de aumento do insumo vendido para o Brasil, mas a divulgação da nota causou irritação na Petrobras, que disse não reconhecer a entidade como sua representante perante os bolivianos.

"A Petrobras está tranqüila porque o contrato que gerenciamos tem prazo até 2019, além de volume e mecanismo de preço estabelecidos. Esse contrato está em vigor e é gerenciado pela Petrobras, que não autoriza ninguém a divulgar especulações sobre o assunto", disse o diretor de gás e energia da Petrobras, Ildo Sauer.



Fonte: Valor Econômico
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