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Negócios

Grandes construtoras se focam no setor de açúcar e álcool

02/09/2008 | 04h45

O potencial do mercado de biocombustível está atraindo, agora, os grandes nomes da engenharia. Para aproveitar o forte movimento de expansão do setor sucroalcooleiro - com cerca de 100 novas usinas em construção, previstas para entrar em operação até 2012 - pesos pesados da construção, como Camargo Corrêa, Método Engenharia, Odebrecht e Queiroz Galvão, cavam oportunidades onde podem. Vale desde gerir a construção de unidades de etanol e associar-se à construção de alcoodutos até abocanhar uma fatia acionária das próprias usinas. 


Para aproveitar a brecha deixada por companhias tradicionais de bens de capital voltadas para o setor sucroalcooleiro, como Dedini, de Piracicaba (SP); Sermatec, de Sertãozinho (SP); e Renk Zanini, de Cravinhos (SP), que mal conseguem dar conta da demanda para atender essas novas unidades, com encomendas fechadas para construção de usinas para os próximos dois anos, a Método Engenharia criou uma divisão específica para gerir a construção de unidades de etanol. 


O objetivo é vender e fazer a gestão do projeto completo ("chave na mão"), desde a estruturação do negócio e o projeto de viabilidade até a construção civil e a compra de equipamentos. "Mudou o perfil do setor, com a entrada de investidores profissionais e multinacionais, que demandam um modelo de soluções integradas", afirma Fernando Ferreira, diretor dessa nova unidade. O objetivo da companhia é que a unidade de energia represente 20% da receita do grupo já em 2009. 


Na semana passada, a Método assinou seu primeiro contrato com a BER (Brasil Energia Renovável) para a gestão da obra de ampliação da usina de Guaricanga, em Presidente Alves (SP). O projeto terá duas fases e pode ultrapassar R$ 60 milhões. A primeira etapa aumenta a capacidade da usina em 25%, para 1,5 milhão de toneladas de cana por safra e, a segunda, prevista para o final de 2009, deverá duplicar a capacidade de produção da unidade. 


A empresa também está se especializando na construção de centrais para a geração de energia a partir do bagaço de cana. "A discussão sobre etanol, hoje global, abriu uma janela de oportunidades muito importante para o mercado de engenharia", diz Ferreira. 


Para os usineiros, a maior concorrência nesse mercado traz vantagens. "Uma usina construída por um grupo como a Método, por exemplo, sai entre 20% e 30% mais barata. Esses grupos assumem o risco de administração e diluem os custos", diz uma fonte ouvida pelo Valor. Referência no mercado internacional, a Dedini também já exporta projetos de usinas "chave na mão", mas para encomendar um projeto desse porte, os empresários têm de entrar na fila. Procurada, a Dedini não comentou a estratégia dos concorrentes. 


Já com uma tradição no mercado sucroalcooleiro, a Procknor Engenharia também oferece equipamentos para o setor de açúcar e álcool. Assim como a Método, também administra novos projetos nessa área. 


Camargo Corrêa, Odebrecht e Queiroz Galvão ainda não se arriscaram a entrar na divisão de equipamentos para açúcar e álcool, mas encontraram um jeito de lucrar nesse setor. O braço Camargo Corrêa Investimentos e Infra-Estrutura tornou-se sócio da Petrobras e Mitsui na construção de alcoodutos, que devem ligar as principais regiões produtoras de álcool aos portos do país, informou a empresa. A Camargo Corrêa terá um terço da participação desses negócios. Os projetos da Petrobras para alcoodutos ainda estão no chamado "fase zero" - ou seja, manutenção das estruturas já existentes. 


A Odebrecht, que atua desde 2007 como produtora de álcool, por meio de sua empresa de energia, a ETH, também vai participar das obras de construção desses dutos. A divisão de agroenergia do grupo tem duas usinas em operação e outras três em construção, com início das operações previsto para 2009, além de outros seis projetos "greenfield" (construídas a partir do zero). 


Também de olho no mercado de etanol, mas como produtora, a construtora Queiroz Galvão sinalizou no ano passado parceria com a trading japonesa Itochu em projetos de biocombustíveis na Bahia e Pernambuco. No entanto, esses projetos ainda não saíram do papel. Procurado, o grupo não comentou o assunto. 


Além das construtoras, o setor também tem atraído multinacionais, como a americana General Electric (GE). Ela já tem uma divisão em Campinas para fabricação de turbinas. A empresa está focando essa divisão para atuar na fabricação de equipamentos de açúcar e álcool e também para co-geração de energia. A fábrica da empresa em Campinas (SP) vai se dedicar mais fortemente a esse setor. 



Fonte: Valor Econômico
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