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Combustíveis

Mistura de etanol na gasolina passará de 20% para 25%

31/01/2013 | 09h43
Mistura de etanol na gasolina passará de 20% para 25%
Divulgação. Agência Petrobras Divulgação. Agência Petrobras

 

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou na quarta-feira (30) o aumento do percentual de etanol misturado à gasolina, que passará de 20% para 25% a partir do dia 1º de maio. O anúncio foi feito após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e representantes do setor de etanol.

 

Segundo Lobão, os produtores garantiram ao governo que vão abastecer o mercado, aumentando a produção de 22 bilhões para 26 bilhões ou 27 bilhões de litros de etanol por ano. Em 2011, o percentual de álcool anidro adicionado à gasolina teve redução de 5 pontos percentuais por causa da falta do produto. “O governo também vai estudar a possibilidade de incentivar ainda mais o setor de etanol”, disse.

 

A ideia inicial era que a elevação da mistura fosse feita em junho, mas o governo decidiu antecipar a vigência. A expectativa do governo é que a medida ajude a reduzir o impacto do aumento do preço da gasolina, que teve reajuste de 6,6% nas refinarias.

 

Em comunicado, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) afirmou que "a decisão reflete o que vem sendo discutido pelo setor sucroenergético e o Governo desde outubro de 2012". Na época, o governo sinalizou que iria voltar com a mistura este ano.

 

Ainda segundo a Unica, o consumo adicional de etanol anidro para garantir a mistura "já havia sido considerado no planejamento das empresas do setor sucroenergético. Com a antecipação da medida para maio, serão necessários 170 milhões de litros adicionais de anidro para garantir a nova mistura, volume que estará disponível sem produzir qualquer dificuldade de abastecimento para os produtores".

 

Edison Lobão também garantiu que o governo vai fiscalizar os postos de combustíveis para evitar aumentos abusivos no preço da gasolina. “O governo vai fiscalizar rigorosamente com a Agência Nacional do Petróleo [ANP]. O mercado é livre, mas não deve exceder o limite do razoável”.



Fonte: Redação
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