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Biocombustíveis

Governo aperta o cerco a fabricantes de etanol do país

16/03/2011 | 09h50
O governo ameaça usar mecanismos fiscais para garantir o abastecimento de etanol a preços razoáveis aos consumidores. Nos bastidores, a presidente Dilma Rousseff fez chegar aos usineiros a disposição de instalar hidrômetros nas usinas para medir o volume de vendas e calcular os reais estoques em mãos de empresas fabricantes de etanol.
 

O governo cobra dos usineiros um compromisso firmado ainda na gestão Lula quando houve momento semelhante de desestabilização dos preços nas bombas. A ameaça de instalação de medidores teria o efeito de mostrar a "firme disposição" do governo em usar novas medidas além da tradicional alteração na mistura de etanol na gasolina. O governo fez isso com as companhias cervejeiras. Nesse caso, porém, a questão era concentrada na evasão fiscal.
 

As preocupações com a demanda por etanol aumentaram depois de uma reunião do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima) na segunda-feira. Com os preços do açúcar em picos históricos, os usineiros teriam aproveitado para fabricar mais o adoçante em detrimento do etanol, avalia o governo. O preços do anidro (misturado à gasolina) subiram a R$ 1,45 por litro, segundo a Esalq-USP. "É exorbitante", diz uma fonte oficial. Mesmo assim, essa cotação remunera apenas 40% do preço do açúcar hoje.
 

A Unica reconhece que os estoques estão apertados, mas pondera que essa situação é sabida e vem sendo monitorada desde o ano por governo e iniciativa privada. No segundo semestre do ano passado, os canaviais foram afetados por uma forte estiagem que provocou quebra da safra no Centro-Sul.
 

Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica, afirma que as entidades do setor estão se reunindo com seus associados para que eles reavaliem antecipar a moagem. O plano é que 50% das indústrias do setor - que respondem por 60% da produção - já estejam em plena moagem até 15 de abril. "Mas estamos fazendo esforço para que mais usinas antecipem o início da moagem", diz Pádua.
 

As chuvas, no entanto, não têm permitido o corte da cana das indústrias que querem iniciar a safra. De acordo com a Somar Meteorologia, até agora o volume de chuvas em março superou a média esperada para todo o mês.
 

Para amenizar os estoques apertados, usinas estão importando etanol dos EUA. A operação também está sendo feita para aproveitar a oportunidade econômica - o etanol americano chega no Brasil a um valor menor do que o produto local. O mercado estima que 250 milhões de litros devem chegar até abril. A Cosan importou 40 milhões de litros do etanol, que deve chegar ao porto de Santos em abril. "A operação foi feita para suprir a quebra de safra ocorrida no ano passado", afirmou Leonardo Gadotti, vice presidente da Cosan.


Fonte: Valor Econômico
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