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Obras

Goiás raciona energia por atraso em transmissão

16/11/2011 | 17h55
Os gargalos em obras de sistemas de transmissão já estão causando racionamento de energia no país. A mineradora Anglo American terá de consumir 25% menos energia do que efetivamente contratou com a geradora Cesp para usar em sua nova fábrica de níquel, no norte de Goiás. A restrição é por tempo indeterminado em função do atraso de obras estruturais. A empresa, que investiu R$ 5 bilhões no empreendimento, foi comunicada, em setembro, de que Furnas ainda sequer iniciou a construção de uma linha que ligaria a hidrelétrica Serra da Mesa à região, além de problemas com transformadores da Subestação Brasília Sul, também da subsidiária da Eletrobras.

Sem esses reforços no sistema não há como se fazer o transporte total dos 210 megawatts (MW) que a empresa precisaria para colocar o maior forno do mundo a operar com 100% de capacidade. O problema de escassez de energia em Goiás, entretanto, não se restringe ao norte do Estado. Toda a região da grande Goiânia poderá ter problemas de suprimento em horários de pico de consumo durante o ano de 2012, segundo a última ata publicada da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que data de 26 de setembro.

De acordo com a ata, o próprio Ministério de Minas e Energia aponta problemas decorrentes de atrasos "que tornam crítico o suprimento ao Estado". O principal entrave identificado está na subestação Bandeirantes, em Goiânia, e em reforços de rede que precisam ser feitos pela Celg, distribuidora estatal.

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, diz ao Valor que foi criado um grupo técnico de trabalho para acompanhar a situação e está confiante que os reforços sejam realizados no curto prazo a tempo de evitar problemas de suprimento no próximo ano nessa região. Mas Chipp diz que não há solução emergencial possível para suprir a necessidade de consumo específica da Anglo American. "Um consumidor que fez uma instalação programada não pode ou não deveria ficar sem a energia que precisa pois o acesso é livre, de acordo com a lei", afirma Chipp.

A situação da Anglo American é delicada porque não há expectativa, por parte do ONS, de que a linha de reforço que atenderia a empresa fique pronta no próximo ano. "Existe um problema de cronograma já que as estatais trabalham com licitação", diz Chipp. Esses problemas são mais visíveis nas obras da Subestação Brasília Sul. Furnas deveria ter instalado um autotransformador trifásico até outubro deste ano, mas a previsão é que isso seja feito só no ano que vem.

No caso da linha que liga Serra da Mesa à Barro alto, o próprio relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê a entrada em operação somente para janeiro de 2013. Mas a Aneel aponta, em seu relatório de outubro, que a principal causa do atraso é a demora na concessão da licença de instalação para os 188 quilômetros de linhas. Pela ata do CMSE essa licença já teria sido concedida, mas Furnas, para iniciar as obras, estaria aguardando a separação da receita por trecho, solicitada à Aneel. A Eletrobras foi procurada e não se manifestou.

Até que a linha de transmissão, que deveria ter entrado em operação neste mês, fique pronta, a Anglo American só pode consumir 150 MW de energia. Para se ter uma ideia do tamanho do consumo da mineradora na região, os 210 MW médios pedidos representam 10% de todo o consumo de um estado como o do Rio de Janeiro.

Os problemas no estado de Goiás já fizeram com que durante este ano o ONS determinasse a geração de energia pelas usinas termelétricas na região, desde o mês de agosto quando o consumo de energia aumentou no estado por conta do calor. "Não houve negligência", afirma Chipp. O diretor do ONS diz que existem alguns problemas pontuais de concessão de licença ambiental pelo órgão estadual, mas o grupo de trabalho Brasília/Goiás, que envolve técnicos de todas as áreas, está conseguindo trabalhar em busca das soluções e deverá ter algumas alternativas até o fim do ano.


Fonte: Valor Econômico
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