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Gas Summit

GNV em veículos pesados como substituto do diesel

27/05/2010 | 09h52

O terceiro e último dia do Gas Summit Latin America 2010, que acontece desde segunda-feira (24) no Rio, contou com um grande debate sobre o uso do gás natural veicular (GNV) em veículos pesados como substituto do diesel. De acordo com os participantes, a substituição reduz as emissões de gases poluentes e é uma alternativa viável, tecnológica e econômica.

 

Por conta do crescente aumento da frota de veículos utilizando o óleo diesel como combustível, e as implicações de natureza ambiental e de dependência da importação desse combustível, tem surgido diversas iniciativas para sua substituição.

 

Segundo Rosalino Fernandes, presidente da Associação Latino-Americana de GNV (ALGNV), neste cenário, a principal alternativa ao diesel tem sido o gás natural. "O gás natural é utilizado de forma comercial há mais de vinte anos, embora no Brasil as tentativas de sua utilização tem enfrentado barreiras, de natureza operacional e financeira", aponta o executivo.

 

Fernandes indica ainda que na América Latina como um todo, o panorama do GNV é positivo. E explica que a partir de experiências realizadas no exterior, o uso do gás natural em veículos pesados já vem sendo empregado há mais de vinte anos, especialmente por conta dos benefícios resultantes do seu uso, como a redução em 40% das emissões poluentes causadas pelo diesel, especialmente impactando a saúde da população exposta aos seus efeitos. "O ruído causado também a partir dos motores a diesel pode ser reduzido em até 50%, como tem sido comprovado em experiências no exterior e testes de laboratórios feitos no Brasil", complementa.

 

De acordo com Fernandes, esses benefícios tem importante amplitude social e econômica, especialmente do ponto de vista da saúde pública, para motivar uma profunda reflexão, seguida de discussões sobre o tema. O executivo apontou ainda como principais benefícios dessa substituição: o aumento da segurança energética nacional e a redução de ruídos e riscos ambientais.

"Consideramos o gás natural como grande alternativa para a redução das emissões. No caso brasileiro, o aumento da oferta em gás vai trazer grandes oportunidades para esse mercado, mas será necessário políticas de estímulo eficientes do governo para se expandir e aproveitar isso", diz Alessandro Depetris, responsável pela homologação de veículos da IVECO.

Entre os temas que foram abordados no evento, estiveram: as experiências na América Latina sobre o uso em GNV de veículos pesados, apresentação do kit de conversão diesel – gás em desenvolvimento pela indústria e a sua performance e a visão da fabricante de motores sobre a nova tecnologia, análise de normatização do GNV em veículos pesados no Brasil.

 

Programa de GNV em veículos pesados para o Estado do Rio de Janeiro

 

A expansão do uso do GNV não apenas para veículos leves, mas também para pesados, esta sendo uma das premissas do projeto da secretaria de estado de desenvolvimento econômico, energia, indústria e serviços do Rio de Janeiro (SEDEIS-RJ) e da Secretaria dos Transportes do Rio de Janeiro (SETRANS-RJ).

O Rio de Janeiro é um dos principais estados onde se consome mais GNV. A frota fluminense de gás natural supera os 400 mil automóveis. De acordo com Jorge Loureiro, superintendente de gás da SEDEIS-RJ, o programa de utilização do GNV na frota de ônibus da região metropolitana do Rio de Janeiro tem previsão de implantação para a Copa de 2014.

 

A adoção de combustíveis menos poluentes já se tornou uma necessidade; mais de 10 milhões de veículos no mundo, entre caminhões e ônibus, já circulam a base de gás natural ou biogás. O desenvolvimento do gás natural é um dos objetivos mais perseguidos por governos de diversos países, principalmente, os da União Européia.



Fonte: Redação
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