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Investimento

GE anuncia centro global de pesquisas no Brasil

07/01/2010 | 10h07
Jeff Immelt, o CEO mundial da General Eletric (GE), anunciou nesta quarta-feira que o Brasil será a sede do próximo centro global de pesquisa da companhia. Ele fez o anúncio em São Paulo, durante uma visita de três dias ao país na qual também deverá ter reuniões com clientes e políticos em Brasília e no Rio de Janeiro. A companhia detalhou ainda seus planos de investimento operacionais para este ano, com uma injeção de US$ 118 milhões, que excluem o novo laboratório.


“[O anúncio do centro] é uma grande declaração sobre o país e sobre o nosso comprometimento com ele”, afirmou Immelt durante um encontro com a imprensa. “Ainda estamos definindo os valores, mas será um negócio sério, somos uma empresa que investe US$ 6 bilhões por ano em pesquisa e desenvolvimento.”


Dos cem países no qual atua, a GE, cujo faturamento em 2008 foi de US$ 183 bilhões, mantém atualmente centros de pesquisas em apenas quatro: Estados Unidos (onde Thomas Edison instalou o primeiro), na China, na Índia e na Alemanha. São cerca de 3 mil pesquisadores atuando para todas as áreas da empresa, de energia a transportes, passando por água e saúde.


Segundo o CEO, o centro é um investimento de longo prazo e uma aposta no potencial de crescimento do país. Ele terá um papel também no aumento do nível de nacionalização nas operações no país e na busca de soluções específicas para grandes clientes, como a Petrobras.


Os executivos da empresa admitem também que o investimento em pesquisa pode ajudar na conquista de contratos na área de infra-estrutura, já que muitas grandes empresas estatais e nacionais têm sido pressionadas pelo governo federal a encontrar fornecedores com tecnologia desenvolvida dentro do país.


O local e os valores exatos que serão investidos ainda estão sendo estudados. “Não fechamos o Estado que vai receber o centro e o montante do investimento depende disso”, afirmou Alexandre Alfredo, diretor de Comunicação da GE América Latina. Depois de definida a região, deve demorar entre 12 e 18 meses para que o laboratório entre em operação.


Além dos recursos para o centro, a multinacional vai investir US$ 118 milhões em 2010 em quatro grandes projetos. A maior parcela, de US$ 50 milhões, irá para uma nova fábrica de equipamentos de saúde na cidade de Contagem, em Minas Gerais. Outra grande parcela, US$ 35 milhões, será usada para expandir a capacidade da GE Celma, unidade que realiza a revisão de turbinas de aviões do mundo todo e hoje responde por mais de um terço do faturamento total da filial brasileira, mais de US$ 1 bilhão.


“A Celma é um grande caso de sucesso no Brasil e não esperávamos que fosse atingir esse tamanho”, afirmou Immelt. Os recursos aplicados neste ano também vão preparar a unidade para montar turbinas, além de revisá-las. O restante do investimento irá para a ampliação da produção na unidade de transportes (US$ 12 milhões) e de Óleo e Gás (21 milhões).


A expectativa é que os investimentos recoloquem o Brasil no trilho do crescimento rápido. Depois de cinco anos com um aumento médio no faturamento de 12%, em 2009 as vendas caíram US$ 300 milhões, de US$ 3,3 bilhões para US$ 3 bilhões. Isso contribuiu para a redução na América Latina, onde o faturamento foi de US$ 8,1 bilhões para US$ 7,8 bilhões. O desempenho, porém, deve se mostrar melhor do que o de vários mercados ricos quando os números globais da companhia forem revelados. E bem superior neste ano. “Ficarei muito desapontado se não tivermos um alto crescimento no Brasil nos próximos anos”, disse Immelt.


A lógica é simples: o país terá de fazer pesados investimentos na área de infra-estrutura tanto por causa do pré-sal, como pelo crescimento da demanda de energia, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. E GE espera capturar uma fatia desses negócios.


Neste ano, Immelt avisou investidores que boa parte do crescimento em 2010 virá das regiões emergentes, já que as vendas nos países desenvolvidos deverão continuar fracas apesar da recuperação. E como o anuncio do novo centro de pesquisa mostra essa não deverá ser uma tendência passageira.



Fonte: Redação
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