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Combustível

Gasolina vendida no Brasil terá aditivação mínima a partir de julho

06/04/2015 | 13h52
Gasolina vendida no Brasil terá aditivação mínima a partir de julho
Divulgação Shell Divulgação Shell

A partir de julho, a gasolina comercializada em todo o país vai conter detergente dispersante.  Ou seja: terá um mínimo de aditivação. A medida faz parte de uma resolução da ANP, que entra em vigor no dia 1º. Embora não implique mudanças tão significativas para os revendedores, toda alteração gera muitas dúvidas durante adequação. Por isso, o assunto será discutido no 11º Fórum de Debates sobre Qualidade e Uso de Combustíveis, que terá a presença da superintendente de biocombustíveis da ANP, Rosângela Moreira de Araújo, e do gerente de desenvolvimento de produto da Petrobras, Frederico Kremer.

Quando a medida entrar em vigor, na bomba, o consumidor continuará tendo duas opções de produto: a Gasolina Comum e a Gasolina Aditivada. Porém, ambas terão melhor qualidade em relação ao combustível comercializado atualmente.  “A aditivação de detergentes e dispersantes será mais um requisito de qualidade de gasolina. Ou seja: será benefício adicional para os consumidores'', explica o gerente de Abastecimento do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Ernani Filgueiras.

A ANP informou que a mudança virá para atender à evolução tecnológica dos motores e, principalmente, oferecer um produto menos nocivo ao meio ambiente, uma vez que a gasolina vai reduzir as emissões de gases poluentes. Isso se deve à nova composição com menos enxofre.

Para os veículos, a medida deve trazer benefícios. O aditivo dissolve partes de parafina presentes no combustível, ou seja, serve para manter a linha de alimentação limpa - isso inclui peças como bomba, bico injetor, entre outras. Manter o motor limpo impede a perda de pressão das válvulas e ajuda a manter a potência do carro.

Aditivação de qualidade

A 98° edição da TN trouxe em destaque a matéria "Tem Tecnologia na Bomba", que trata da nova era em combustíveis no Brasil (detentor da melhor gasolina do mundo, a Podium), que deixaram de ser simples commodities para se tornar um produto com alta tecnologia.

De acordo com a resolução da ANP n.40/2013, a partir de 1° de julho de 2015 toda gasolina produzida, distribuída e comercializada em território nacional deverá ser aditivada com detergentes e dispersantes. Por serem importados, os aditivos nem sempre são adequados à realidade da gasolina brasileira, que contém etanol em sua mistura. Por isso, a Petrobras desenvolveu sua própria metodologia para avaliação nacional de aditivos. O método avalia a quantidade de resíduos depositados em válvulas de admissão e câmaras de combustão de motores de veículos movidos a gasolina aditivada, com o objetivo de determinar a qualidade do aditivo utilizado na mistura com a gasolina. O Cenpes oferece suporte técnico à Petrobras para testar e avaliar a qualidade dos aditivos, selecionando aqueles que melhor se encaixam na mistura brasileira.

Antecipando-se a essa exigência, em junho de 2014 a Petrobras lançou a nova gasolina aditivada Petrobras Grid. Substituindo a gasolina aditivada Supra, a Grid apresenta aditivos dispersantes e detergentes que removem os resíduos presentes no sistema de combustão, prevenindo, assim, a formação de novos depósitos e mantendo limpos e funcionais as válvulas de admissão e bicos injetores.

Na rota da inovação, a Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, começou a distribuir em agosto de 2014 a gasolina aditivada Shell V-Power Nitro+, que também possui o composto detergente dispersante. Completando o pacote de aditivos, a Shell desenvolveu uma formulação tecnológica em parceria com a Ferrari, o FMT (Friction Modification Technology), que diminui o atrito entre as partes internas do motor que entram em contato com o produto.

Você pode conferir a matéria na integra aqui no site da TN.



Fonte: Redação TN Petróleo / Assessoria
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