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Combustíveis

Gasolina e diesel mais puros a partir de 2009

01/02/2005 | 00h00

A Petrobras e a Axens, do Instituto Francês do Petróleo (IFP), assinaram, nesta terça-feira (01/02), um contrato de 25 milhões de Euros (R$ 100 milhões) para o licenciamento da tecnologia de hidrodessulfurização de nafta craqueada, que visa reduzir o teor de enxofre na gasolina. O objetivo da Petrobras é reduzir dos atuais 1000 ppm para 50 ppm, em 2009, o volume de enxofre na gasolina brasileira.
A melhoria da qualidade dos combustíveis pode abrir novos mercado para a exportação da gasolina, que atualmente não é aceita para venda direta ao consumidor na Europa e nos Estados Unidos, onde as normas são mais rígidas quanto ao percentual de enxofre. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a melhoria da qualidade facilita a exportação, mas o projeto tem cunho ambiental e visa melhorar a qualidade dos combustíveis para a distribuição no mercado nacional.
O programa de purificação do combustível, chamado de Carteira da Gasolina, inclui o desenvolvimento do projeto, a construção e montagem de 10 unidades de hidrodessulfurização nas refinarias Reduc, Regap, Revap, Repar, Refap e RPBC, além da Relan e da Replan, nas quais serão instaladas duas unidades em cada refinaria. O investimento total será de US$ 1,6 bilhão.
Além deste projeto, a Petrobras utiliza a tecnologia da Axens, em parceria com o Cenpes, no projeto de redução do enxofre do diesel brasileiro. Atualmente unidades de hidrotratamento de diesel já estão em operação em algumas refinarias e o objetivo da estatal brasileira é que o diesel metropolitano chegue a concentrar apenas 50 ppm de enxofre em 2009, assim como o nível do composto no diesel interior não poderá ultrapassar os 500 ppm. Atualmente, o diesel metropolitano tem 2000 ppm de enxofre e o diesel interior tem 3.500 ppm. O projeto de purificação de diesel já consumiu US$ 750 milhões de investimentos.
Além das unidades de hidrotratamento (para diesel) e hidrodessulfurização (para gasolina), a Petrobras ainda tem um programa de investimentos de US$ 1,47 bilhão na adaptação de refinarias para o melhor aproveitamento do petróleo pesado do Brasil. A Unidade Petroquímica Básica (UPB), que segundo informou Costa, será construída no estado do Rio de Janeiro, terá a capacidade de processar 150 mil barris diários de petróleo pesado de Marlin para aplicação na indústria petroquímica. "O objetivo é agregar mais valor ao petróleo brasileiro, que tem valor de mercado inferior ao óleo leve para venda internacional", justificou Costa.



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