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Reajustes

Gasolina agora está mais cara no Brasil

15/12/2004 | 00h00

Quatro dias depois de a Petrobras ter aumentado, em 26 de novembro, pela terceira vez no ano, o preço da gasolina e do diesel, as cotações do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, assim como o dólar, começaram a cair. Na época, o barril de petróleo do tipo WTI, cotado no mercado americano, oscilava entre US$ 49 e US$ 50. Mas desde o dia 30, o preço do barril desvalorizou-se 20,3%, atingindo US$ 41,89 em 13 de dezembro, segundo cálculos da Platts, empresa que fornece informações e outros serviços para o setor de energia.
Como conseqüência desse descasamento entre os preços internos e os internacionais, a gasolina e o diesel vendidos nas refinarias da Petrobras - com preços antes dos impostos - estão custando mais caro. Entretanto, no mercado, ninguém espera uma redução de preços já que a avaliação é de que a estatal precisa recuperar as perdas que teve ao longo do ano por ter mantido preços em média mais baixos que os de fora.
Essa diferença pode favorecer importações por terceiros, segundo analistas do setor. Uma fonte do mercado financeiro calculava ontem que a gasolina está 17% mais cara nas refinarias, o que significa 6,5% a mais na bomba. Já o preço do diesel está 6% mais caro, ou 4% a mais na bomba. Pelos cálculos do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), na segunda-feira, os preços internos da gasolina e do óleo diesel estavam 30% e 5%, respectivamente, acima dos preços no Golfo do México.
"A lição que se tira disso é que o petróleo e os derivados são commodities, e quando a Petrobras demora muito a acompanhar a tendência internacional corre o risco de ir na direção contrária ao mercado ao mudar seus preços", afirma Adriano Pires, do CBIE.
O funcionário de uma empresa especializada em importação e exportação com sede no exterior também tem opinião semelhante. Pedindo para não ser identificado, ele calcula que a gasolina da Petrobras está 13,34% mais cara no Brasil, o que equivale a uma elevação de cerca de R$ 0,10 por litro. Já no diesel, ele calcula que o preço interno está 15,98% mais elevado.
"Por coincidência, o mercado caiu lá fora e o dólar também. A Petrobras esperou demais e quando reajustou errou na mão. O problema continua sendo a falta de regras", avalia essa fonte.
Pires lembra que ao longo de 2004 o preço do petróleo subiu em função de incertezas como a redução da produção da Nigéria, Venezuela e pela petroleira russa Yukos, tudo combinado com as expectativas de eleições nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, aumentou o consumo da China.
"Só o fator medo deve ter aumentado o preço em pelo menos US$ 10. Agora vamos ver se a Petrobras vai aproveitar a queda e manter os preços para compensar perdas. Isso é ruim porque o consumidor tem a impressão de não se beneficiar, já que os preços não flutuam", avalia Pires.



Fonte: Valor Econômico
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