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Gás natural

Gás para Ceará Steel depende de aumento de preço, diz Petrobras

23/11/2006 | 00h00

A Petrobras quer elevar o preço do gás natural que será vendido à siderúrgica Ceará Steel, projeto de 750 milhões de dólares que tem o apoio do governo do Estado do Ceará, que deve subsidiar parte do preço do insumo, informou o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer.

Segundo Sauer, no protocolo de intenções original com o governo do Ceará, de 1996, havia previsão de um preço em torno dos 3 dólares o milhão de BTU (unidade térmica britânica, na sigla em inglês), "e hoje todos nós sabemos que o gás está em números bem acima disso", disse o diretor que está em plena negociação com a Bolívia para evitar a elevação do preço do gás vendido ao Brasil, hoje em torno dos 4 dólares por milhão de BTU.

Ele lembrou que desde 2004 os custos do aço subiram no mercado internacional, o que quase triplicou o preço das plataformas de produção em relação a 2003, o que não sustenta o preço original.

"O custo estrutural da produção de gás natural hoje no Brasil praticamente mais do que dobrou em relação aos custos de 2003", afirmou.

O diretor explicou que em agosto enviou documento sobre o problema para o grupo responsável pela siderúrgica, formado pela BNDESPar, empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com 40 por cento; a coreana Dongkuk Steel, com 34 por cento; a italiana Danieli, com 17 por cento; e a Companhia Vale do Rio Doce, com 9 por cento.

"O maior problema é que contrato de compra e venda de gás nunca foi assinado, embora houvessem minutas", disse Sauer a jornalistas em seminário sobre gás e energia.

"Em razão disso, em 15 de agosto deste ano a Petrobras enviou documento aos empreendedores convidando para negociações a fim de equacionar a situação, para que todos tivessem retorno econômico e financeiro", explicou.

Ele considerou legítima a preocupação do governador eleito do Ceará, Cid Gomes (PSB), que disse a jornalistas na terça-feira que o único impasse para o projeto era o fornecimento de gás pela Petrobras.

"Ele está no papel dele, vai assumir o governo e precisa saber o que está acontecendo", avaliou Sauer.



Fonte: Agência Reuters
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