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Alternativa

Gás natural veicular completa 17 anos

13/11/2008 | 02h47

No último dia 8, o segmento de Gás Natural Veicular (GNV) deu um passo para sua maioridade, quando completou 17 anos de existência no Brasil. Uma história que caminhou paralelamente aos avanços e retrocessos naturais da conjuntura e do setor de energia. No acerto do compasso, considerando-se o objetivo do governo de aumentar a participação do gás natural na matriz energética nacional, saindo do patamar de 9,3%, em 2007, para 16% em 2014, e o volume do recurso a ser produzido no futuro em função das recentes descobertas do pré-sal, o País pode se tornar exportador de Gás Natural Liqüefeito (GNL), atendido o mercado interno.

Ao longo do tempo foram superadas algumas etapas importantes para alcançar o patamar atual de reorganização do setor: a fase em que se discutiam os contratos de fornecimento de gás natural entre a Petrobras e as concessionárias de gás, tomando como base que estes contratos já estão assinados e o aprimoramento da sistemática de abastecimento com a utilização do gás natural para o sistema de geração elétrica do país de forma competente pelos agentes envolvidos.

O aumento da produção do gás natural nacional apresenta um crescimento de 18,38% quando se compara à média de produção diária dos nove primeiros meses de 2008 com a de 2007. A realidade do GNL se incorpora de forma definitiva como um produto para consumo nas térmicas movidas a gás natural, reduzindo possíveis riscos de suprimento para o setor de geração elétrica, com o breve início de operação dos terminais de regaseificação no Ceará e Rio de Janeiro. Os cenários apontam maior maturidade ainda com a existência do plano de contingência por parte do governo e da Petrobras para situações específicas e pontuais, nas quais as melhores práticas logísticas de suprimento já estão sendo aplicadas, visando minimizar possíveis problemas para o mercado consumidor.

Bem-aventurado é o país que pode dispor de uma ampla e variada matriz energética, como o gás natural, o álcool e o biodiesel. Diz o ditado popular que não devemos colocar todos os ovos em uma mesma cesta, pois em situações de emergência e de sazonalidades podemos ter mais dificuldade nos períodos críticos que podem ocorrer, desde problemas climáticos, acidentes inesperados e mesmo condições econômicas adversas.

O GNV tem uma participação de 11,22% na Matriz Energética do Gás Natural no Brasil. Temos hoje a terceira maior frota mundial movida a GNV, com 1.572.648 veículos. Temos 6% de toda a frota nacional de 25,3 milhões, movida a gás. Já dispomos de gás natural em 263 cidades no país e 1.604 postos de abastecimento oferecem este produto aos consumidores. Para algumas concessionárias de gás natural, a venda do GNV representa 45 a 47% do volume comercializado, viabilizando através da construção de gasodutos para atingir estes postos de combustíveis a possibilidade de atendimento de outros mercados como o residencial e o comercial em função da viabilidade econômica pelo volume comercializado nos postos.

A economia para o consumidor com o uso do GNV é muito grande. Não se pode apenas comparar o preço do combustível nas bombas sem levar em conta o rendimento para cada produto. Com 1 m3 de gás se roda em média 13 km , com 1 litro de gasolina se roda em média 10 km e com 1 litro de álcool se roda em média 7 km. Dependendo da região do país esta economia pode ser de 39 a 53% a favor do GNV.

Neste momento em que se discute o marco regulatório na área de energia, se debate ainda como obter recursos financeiros necessários para o desenvolvimento da exploração, produção e transporte futuro do gás natural nos campos de pré-sal, não podemos nos esquecer que sem a existência de um mercado consumidor forte e diversificado não tem sentido para o País realizar este elevado investimento. Este mercado não é desenvolvido da noite para o dia, pois a infra-estrutura na área da distribuição também deve ser realizada para permitir a comercialização destes fantásticos volumes.

Para podermos comercializar 134 milhões de m3/dia em 2012 (sem considerarmos os novos volumes do pré-sal), temos que sair do patamar dos atuais 51 milhões de m3/dia. Para isto precisamos passar pelos 60, 70, 80, 90, 100, 110,120 e 130 milhões de m3/dia. Isto se constrói dia-a-dia com credibilidade e passo a passo. O GNV é parte importante deste processo.



Fonte: Jornal do Commercio
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