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Pecém

Gás natural também deve alimentar CSP

23/09/2011 | 11h00
A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), em instalação no município de São Gonçalo do Amarante, já negocia com a Companhia de Gás do Ceará (Cegás) e a Petrobras para alimentar parte do combustível da termelétrica de suas instalações com gás natural. A informação foi dada ontem (22) pelo gerente de relações institucionais de comunicação e sustentabilidade da empresa, Ricardo Parente, durante o Café com Finanças, encontro promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF).

"Ela (a termelétrica) já vai utilizar um pouco de gás natural, mas estamos conversando com as duas empresas para melhorar isso. Porém é um volume muito pequeno de gás, coisa mínima", informou, ressaltando o prazo de funcionamento da siderúrgica para 2015.

Parente ainda garantiu que a alternativa é pontual e a matriz energética da CSP, que é o carvão mineral, será mantida. O projeto do empreendimento, segundo contou, foi pensado para 50 anos e, caso uma mudança da matriz se torne viável, ela poderá ocorrer.

"O ponto principal é: há disponibilidade de gás natural a um custo competitivo? Havendo gás natural, a probabilidade de, no futuro, agregar parte da empresa com tecnologia deste combustível é factível", afirma.


Carvão

É sobre essa perspectiva - de que o carvão mineral existe em mais abundância e, por isso, torna-se mais em conta financeiramente - que o gerente ancora sua explicação sobre o por quê de optar pelo minério como principal combustível da siderúrgica cearense. De acordo com ele, esta opção permite uma produção de placas de aço três vezes maior se comparada à estimativa da produção quando o outro combustível é cogitado.


Produção excedente

Usada para alimentar a produção anual de cerca de três milhões de toneladas de aço, estima-se que a termelétrica da CSP produzirá 60 mega watts (MW), além do necessário. O excedente, segundo Parente, será comercializado para que abasteca o próprio estado.


Terraplanagem

Etapa em execução, o processo de terraplanagem da CSP terminará em fevereiro de 2012, segundo Parente.

Ele explicou que o terreno total do empreendimento foi divido em quatro setores, os quais terão, separadamente, processos de terraplanagem em momentos distintos das obras. Ao término de cada uma, entra a etapa de implantação de estacas. Ao todo, são cerca de 32 mil. "Como o estaqueamento tem este volume considerável, o setor com mais estacas teve prioridade", declarou.


Composição acionária não será alterada

O gerente de relações institucionais de comunicação e sustentabilidade da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Ricardo Parente, ainda garantiu, durante sua palestra no Café com Finanças, que a composição acionária do empreendimento será mantida entre as três atuais proprietárias: a brasileira Vale (50%), e as duas sul-coreanas Dongkuk (30%) e Posco (20%).

A afirmação vem logo depois de especulações sobre a entrada de mais uma multinacional, a japonesa JFE Steel, no empreendimento. Quinta maior siderúrgica do mundo, a empresa chegou a anunciar o interesse no mercado da região na semana passada e, em 2008, chegou até a assinar um memorando de entendimentos com a Vale e a Dongkuk, o qual não chegou a ter consequências concretas.


Nova direção

Desde o mês passado a CSP está sob o comando de um novo presidente. O ex-diretor financeiro do empreendimento, Marcos Chiorboli, assumiu o cargo por indicação da Vale, enquanto o anterior, Maurício Chu, passou a responder pela diretoria administrativa da empresa.

No topo da diretoria, acompanham os cargos de presidente e diretor financeiro, os de diretor de construção e diretor de administrativo. "Essa é a estrutura", informou Parente.


Impactos

Para detalhar os reflexos do empreendimento na região, o executivo usou números do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal em sua palestra, os quais evidenciaram o Produto Interno Bruto (PIB) Per Capta de São Gonçalo do Amarante em R$ 14.439,32 - maior que o de Fortaleza (R$ 11.461,22).
 
O incremento no PIB do estado foi estimado em um total de R$ 5,6 bilhões, cuja entrada é prevista para o ano de conclusão, em 2015. Só a construção da usina deve contar com o trabalho de 15 mil pessoas. O faturamento com a produção deve significar algo em torno de 15% do PIB do estado.


Fonte: Diário do Nordeste
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