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Bolívia

Gás da Bolívia pode não ser suficiente para atender acordo de exportação

26/09/2006 | 00h00

O diretor financeiro e de relações com o investidor da Petrobras, Almir Barbassa, admite a possibilidade de falta de gás da Bolívia para atender o acordo de exportação para o Brasil, mas considera que o risco de redução no suprimento só ocorreria após 2009.

"No meio do caminho até 2019, se não houver mudanças na economia, vai faltar gás para atender esse compromisso de 30 milhões de m³ por dia", admite o executivo, referindo-se ao acordo de exportação de gás natural assinado entre Brasil e Bolívia com validade até 2019.

O diretor da petroleira brasileira ressalta, no entanto, que até 2009 o país andino terá condições de honrar seus compromissos e depois disso o Brasil já terá alternativas ao gás boliviano, como a expansão da produção doméstica e a importação de gás natural liqüefeito (GNL).

A justificativa para as dificuldades de suprimento na Bolívia é o desestímulo à produção resultante da taxação imposta pela nova Lei de Hidrocarburos da Bolívia, imposta em 1º de maio, juntamente com a decisão de nacionalização dos hidrocarbonetos.

Barbassa comenta que a Petrobras paga atualmente 82% das receita petrolífera nos campos bolivianos em impostos. Segundo ele, os 18% restantes pagam o custo de produção, mas impedem os investimentos necessários para garantir a manutenção do nível de produção dos campos de gás, que sofrem o declínio natural, como os de petróleo, embora em proporção menor.

O diretor reafirma que a Petrobras mantém a decisão de não investir na Bolívia nas condições atuais, mesmo com o risco de falta de suprimento a longo prazo.

O diretor mencionou, ainda, que as negociações a respeito das refinarias tendem a entrar em uma fase mais tranqüila, uma vez que os bolivianos necessitam garantir o suprimento interno de derivados. As refinarias, até o momento, operadas pela Petrobras são as principais fontes de derivados para o país, embora o diretor comente que há também alguma importação.

Recentemente, algumas regiões do país sofreram com a falta de combustível, o que tende a facilitar as negociações com a Petrobras.

As negociações também poder ser mais amenas em relação ao preço do gás, uma vez que o índice de reajuste baseado em uma cesta de óleos tande a ser reduzido na atual tendência de queda de preços do petróleo. "O argumento se torna muito frágil porque o preço internacional hoje pode ser menor do que o que a Petrobras paga se adicionarmos o preço do frete", calcula Barbassa.



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