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indústria

Gabrielli quer incentivar cadeia produtiva

28/01/2011 | 09h28
A grande volatilidade dos preços do petróleo e do dólar levam a Petrobras a manter inalterados os preços dos combustíveis, apesar da alta no mercado internacional, garantiu o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Ele revelou que vai liderar a equipe da estatal em reuniões com fornecedores nas principais capitais do país, para incentivar o aumento da produção nacional de máquinas, peças e partes destinados às atividades da Petrobras.
 

"Já começamos em Salvador, vamos a Porto Alegre, Florianópolis, Vitória e Recife discutir com a cadeia de fornecedores existente e potencial as perspectivas de crescimento", anunciou. "Será um mês de intensas reuniões pelo país."
 
 
Gabrielli endossa as exigências de 65% de nacionalização nas encomendas da indústria petrolífera e argumenta que reduzir esse percentual ou adiar a meta de nacionalização "seria inviabilizar o desenvolvimento nacional de fornecedores".
 

"Vamos supor que, em uma licitação para 28 sondas, eu decida comprar uma parte no exterior pensando que a indústria no país não pode responder", sugeriu ele. "O negócio iria perder escala [de produção] e não iríamos atrair ninguém para produzir aqui", concluiu. "O jogo é atrair fornecedores rapidamente, senão perde capacidade de usar a escala de produção para essa atração."
 

"Essa estratégia vai exigir mais gerência, supervisão, acompanhamento, e mais presença nos sites de produção", argumentou, ao explicar porque pretende fazer reuniões nas capitais com fornecedores atuais e potenciais. Gabrielli crê que há tempo para garantir as encomendas da Petrobras e diz que elas são importantes porque um dos problemas enfrentados atualmente pela indústria de petróleo é o "estrangulamento" em áreas de produção, pela falta de sondas e equipamentos submarinos.
 

Gabrielli, que participa à margem do Fórum Econômico Mundial em um encontro da indústria mundial do setor de energia, disse que a inflação de custos mundial na cadeia de suprimentos do setor de petróleo e gás tem criado também problemas de prazo e qualidade, que podem ser compensados no Brasil com o desenvolvimento acelerado de fornecedores nacionais. "Melhor aumentar a capacidade no Brasil do que lá fora", comentou. "Vamos aumentar a pressão sobre o fornecedor, e sobre o fornecedor do fornecedor."
 
 
Ele negou que, como apontam analistas de mercado, a empresa esteja prejudicando sua capacidade de financiamento ao manter inalterados os preços dos derivados. "Há volatilidade enorme no mercado internacional e o movimento do câmbio é inverso ao do preço internacional, o que nos faz esperar."


Fonte: Valor Econômico
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