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Energia

Furnas e Eletrosul investem no potencial dos ventos

10/11/2011 | 10h18
O momento é bom para investir no mercado de energia eólica no Brasil, que vem alcançando preços competitivos nos leilões promovidos pelo Ministério de Minas e Energia. O país tem a energia eólica mais barata do mundo, diferentemente de 2004, quando foi incluída em leilões, diz Luiz Pinguelli Rosa, diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). "No último leilão, o MW/h da eólica saiu por cerca de R$ 100; o da térmica, por R$ 140."

Parte desse resultado provém de avanços tecnológicos. Furnas apostou em equipamentos da alemã Fuhrländer para oferecer preço de R$ 99,70 pelo MW/h de energia eólica, deságio de 28% sobre o preço inicial. As máquinas contam com alta potência de 2,5MW, torres entrelaçadas com 141 m de altura. "Os ventos são considerados de melhor qualidade nessa altura, pois sofrem menos interferências. E as torres entrelaçadas, diferentemente das estruturas tubulares comuns, não comprometem a dinâmica do aerogerador. A aquisição dessas máquinas foi fundamental para reduzirmos custos", afirma Flavio Decat, presidente de Furnas. "Estamos investindo mais de R$ 1 bilhão em geração eólica e temos todo interesse em avaliar novas oportunidades", diz o executivo.

Também a Eletrosul tem interesse no setor. Recentemente, a empresa anunciou a construção de mais 21 parques eólicos no litoral do Rio Grande do Sul, orçados em R$ 1,8 bilhão, o que vai consolidá-la como a maior geradora estatal no setor eólico brasileiro. As novas usinas terão uma capacidade instalada de 480 MW.

De olho no mercado brasileiro, a francesa Alstom quer lançar no país, em 2012, o gerador Eco 122, com potência unitária de 2,7 MW. Segundo Marcos Costa, vice-presidente de Geração de Energia Renovável e Térmica da empresa, o gerador, com 122 m de altura, foi projetado para condições de vento similares às dos nossos parques eólicos. "A produção será na fábrica que vamos inaugurar em Camaçari no fim do mês", diz Costa. A empresa deverá cumprir meta de nacionalizar parte do conteúdo, exigida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar o projeto de R$ 50 milhões. "Chegaremos a 40% inicialmente e a 60% em dois anos", informa. "O mercado de eólica no Brasil pode ultrapassar o nível atual instalado, de 2 mil MW", acredita o executivo.

Também pequenos fornecedores crescem com a energia eólica no Brasil. Um deles é a Enersud, de Maricá (RJ), no setor há dez anos. "Nosso nicho são os geradores até 100 KW", conta Luiz César Pereira, diretor da empresa. Para ele, o mercado pode se aquecer ainda mais se os pequenos fornecedores gerarem energia para as redes das distribuidoras. "Só teremos expansão para valer quando houver regulamentação clara", afirma. "A Lei de Energias Renováveis dos Estados Unidos, promulgada pelo presidente Barack Obama, concedeu deduções de 30% para os investimentos em energia renovável e isso provocou salto de 78% no mercado de pequenas turbinas eólicas no país", exemplifica Pereira.

Segundo ele, um nicho é o setor de telecomunicações, com a instalação de pequenas turbinas para gerar energia para antenas e estações rádio-base em locais remotos, onde não há rede elétrica. Para esse segmento, a Enersud desenvolveu turbinas eólicas que alimentam retransmissores capazes de captar e ampliar o sinal da internet. Essas turbinas custam apenas R$ 2 mil e podem integrar localidades distantes à rede mundial de computadores, informa o executivo.


Fonte: Valor Econômico
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