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Investimentos

Fundo vai financiar projetos de bioenergia

19/07/2006 | 00h00

Lançado ontem com a garantia de capitalização mínima de 50 milhões de euros, o Fundo de Investimentos em Bioenergia estruturado pela brasileira PTZ Bioenergy e pela holandesa BTG Biomass Technology pode chegar a 500 milhões de euros em três anos para bancar empreendimentos de geração térmica a partir de biomassa e de produção de biodiesel no Brasil e Uruguai. Sete projetos estão em fase adiantada de análise no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás. Outros em Santa Catarina, Paraná e Pará e mais três no país vizinho, disse o diretor da PTZ, Ricardo Pretz.

Os recursos são captados junto a investidores europeus pela BTG, que se aproximou da PTZ durante um seminário sobre créditos de carbono promovido em 2002 em Porto Alegre. A empresa desenvolve cerca de 1,5 mil projetos de biomassa e biocombustível em mais de 80 países e, no Brasil, tem interesse em formar joint ventures com agroindústrias e empresários do setor florestal para financiar usinas de até 10 milhões de euros, disse o diretor René Venendaal.

Conforme Pretz, o novo fundo poderá entrar com 50% a 75% do valor dos investimentos e permanecer como sócio do empreendimento durante quatro a sete anos. Depois deste período, a participação poderá ser vendida ao parceiro local, disse o executivo. Todos os projetos beneficiados terão ainda assegurada a venda dos créditos de carbono gerados pela produção de energia limpa para a BTG.

O diretor da PTZ explicou que a maior parte dos projetos em análise está ligada ao setor arrozeiro, que dispõe da casca de arroz para queima e geração de energia. Os sete empreendimentos que devem ser enquadrados até março de 2007 somam potência instalada de 37,5 megawatts (MW) e deverão exigir investimentos de 30 milhões de euros, incluindo os aportes do fundo e as contrapartidas locais. Algumas térmicas podem ter as obras iniciadas em agosto.

Entre os projetos que podem receber financiamento estão as térmicas da Josapar em Pelotas e Itaqui, da Cooperativa Agroindustrial Alegrete (Caal) em Alegrete e da Camil em Camaquã, todas no sul do Estado. A Camil tem uma usina deste tipo desde 2001 em Itaqui, com potência de 4,2 MW, e ontem recebeu 1,42 milhão de euros da BTG referente aos créditos de carbono retroativos ao início da operação. A unidade exigiu investimentos de R$ 6 milhões e ainda deve receber 400 mil euros anuais nos próximos anos, que servirão para ajudar no investimento da nova usina, que custará R$ 10 milhões.



Fonte: Valor Econômico
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