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Internacional

Fukushima não conteve expansão nuclear, diz relatório

26/07/2012 | 10h47

 

A Ásia deve continuar ampliando fortemente seu parque nuclear, apesar do acidente do ano passado na usina de Fukushima, por se tratar de uma fonte energética não-emissora de carbono, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (26) por organizações internacionais.
Depois do acidente, causado por um terremotoe e um tsunami, o Japão desativou temporariamente seus 50 reatores nucleares, e a Alemanha decidiu abandonar até 2022 o uso dessas usinas. Outros países também passaram a ver essa matriz energética com desconfiança.
Mesmo assim, a capacidade nuclear mundial deve crescer de 44% até 99% até 2035, segundo o relatório da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA, um órgão da ONU) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Na edição anterior, há dois anos, a previsão era de uma expansão entre 37 e 110%. O relatório, conhecido como "Livro Vermelho", aborda especificamente o urânio, do ponto de vista dos recursos, da produção e da demanda.
"Vemos (o acidente) como um redutor de velocidade", disse Gary Dyck, diretor de materiais e ciclo do combustível nuclear da AIEA. "Ainda esperamos um enorme crescimento na China".
Na Ásia, disse o relatório, a capacidade nuclear deve crescer entre 125 e 185% até 2035. China, Índia, Coreia do Sul e Rússia devem puxar essa tendência.
O estudo diz também que o setor de mineração deve ser capaz de suprir a crescente demanda mundial por urânio, desde que continue recebendo investimentos. Em 2009 e 2010, foram gastos mais de US$ 2 bilhões em prospecção e desenvolvimento de minas, o que permitiu um aumento de 12,5% nos recursos existentes.
A partir do ano que vem, as usinas nucleares vão depender mais da extração de urânio do solo, já que terminará um contrato da Rússia para abastecer os EUA com urânio retirado de armas desativadas. Muitos investidores preveem uma alta no preço do urânio por causa disso.
Mas Robert Vance, funcionário da Agência de Energia Nuclear da OCDE, disse que outras fontes secundárias de urânio podem ser desenvolvidas. "Continua havendo uma quantidade significativa de urânio previamente extraído (...), parte dele poderia ser de forma viável colocada no mercado de maneira controlada", disse o relatório.
O urânio, que era cotado a US$ 70 por libra-peso depois do acidente de Fukushima, está atualmente ligeiramente acima dos US$ 50 por libra-peso.

A Ásia deve continuar ampliando fortemente seu parque nuclear, apesar do acidente do ano passado na usina de Fukushima, por se tratar de uma fonte energética não-emissora de carbono, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (26) por organizações internacionais.


Depois do acidente, causado por um terremotoe e um tsunami, o Japão desativou temporariamente seus 50 reatores nucleares, e a Alemanha decidiu abandonar até 2022 o uso dessas usinas. Outros países também passaram a ver essa matriz energética com desconfiança.


Mesmo assim, a capacidade nuclear mundial deve crescer de 44% até 99% até 2035, segundo o relatório da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA, um órgão da ONU) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).


Na edição anterior, há dois anos, a previsão era de uma expansão entre 37 e 110%. O relatório, conhecido como "Livro Vermelho", aborda especificamente o urânio, do ponto de vista dos recursos, da produção e da demanda.


"Vemos (o acidente) como um redutor de velocidade", disse Gary Dyck, diretor de materiais e ciclo do combustível nuclear da AIEA. "Ainda esperamos um enorme crescimento na China".


Na Ásia, disse o relatório, a capacidade nuclear deve crescer entre 125 e 185% até 2035. China, Índia, Coreia do Sul e Rússia devem puxar essa tendência.


O estudo diz também que o setor de mineração deve ser capaz de suprir a crescente demanda mundial por urânio, desde que continue recebendo investimentos. Em 2009 e 2010, foram gastos mais de US$ 2 bilhões em prospecção e desenvolvimento de minas, o que permitiu um aumento de 12,5% nos recursos existentes.


A partir do ano que vem, as usinas nucleares vão depender mais da extração de urânio do solo, já que terminará um contrato da Rússia para abastecer os EUA com urânio retirado de armas desativadas. Muitos investidores preveem uma alta no preço do urânio por causa disso.


Mas Robert Vance, funcionário da Agência de Energia Nuclear da OCDE, disse que outras fontes secundárias de urânio podem ser desenvolvidas. "Continua havendo uma quantidade significativa de urânio previamente extraído (...), parte dele poderia ser de forma viável colocada no mercado de maneira controlada", disse o relatório.


O urânio, que era cotado a US$ 70 por libra-peso depois do acidente de Fukushima, está atualmente ligeiramente acima dos US$ 50 por libra-peso.

 



Fonte: Agência Reuters
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