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Internacional

Fórum de Davos termina otimista em relação à economia mundial

27/01/2014 | 09h48
Fórum de Davos termina otimista em relação à economia mundial
Roberto Stuckert Filho/PR Roberto Stuckert Filho/PR

 

O Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, terminou hoje (25) com um tom de otimismo em relação à recuperação da economia mundial, embora sejam reconhecidos os desafios que enfrenta.
"Essa recuperação que começa está verdadeiramente dentro de um processo de consolidação", resumiu a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, em debate com alguns dos atores econômicos mais importantes do mundo.
O governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, mostrou-se "prudentemente otimista em relação às perspectivas econômicas mundiais". Para ele, "os Estados Unidos vão provavelmente crescer 3% ou mais neste ano e no próximo, a Europa começa a se recuperar e o Japão também faz progressos significativos".
Na terça-feira (21), o FMI melhorou ligeiramente a sua previsão para o crescimento econômico mundial em 2014 (de 3,6% para 3,7%), antes do início dos trabalhos de cerca de 2.500 participantes do fórum.
Este ano, a situação da Europa, que tenta sair de uma crise de vários anos, determinou o debate. "A zona do euro, em seu conjunto, não está no centro de todas as preocupações da economia mundial", disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble. Segundo ele, "os países-membros que têm mais sucesso são os que enfrentaram programas de assistência, porque cumpriram a sua missão".
Um dos riscos citados por Christine Lagarde foi a probabilidade de deflação, ainda que fraca, particularmente na Europa, onde a inflação está "muito abaixo" do objetivo de 2% ou ligeiramente inferior a esse valor.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, por seu lado, defendeu que a inflação é baixa e que assim vai permanecer, mas que não há risco de deflação porque o BCE está "pronto para agir assim que for preciso".
Outra interrogação vem dos países emergentes, cujas economias tem sofrido turbulências sobretudo devido ao fim da política monetária ultraconservadora da Reserva Federal (Fed) norte-americana, de juros muito baixos. "Isso é claramente um novo risco no horizonte", advertiu a presidente do FMI.
As divisas dos países emergentes viveram na quinta-feira (23) a maior desvalorização dos últimos cinco anos, depois de os deputados argentinos terem aprovado uma lei que permite a desvalorização da sua moeda, o peso.
Em seguida a essa decisão, a lira turca desvalorizou, a hryvnia ucraniana caiu para mínimos de quatro anos e o rand sul-africano passou a negociar no nível mais baixo desde 2008.

O Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, terminou no último sábado (25) com um tom de otimismo em relação à recuperação da economia mundial, embora sejam reconhecidos os desafios que enfrenta.

"Essa recuperação que começa está verdadeiramente dentro de um processo de consolidação", resumiu a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, em debate com alguns dos atores econômicos mais importantes do mundo.

O governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, mostrou-se "prudentemente otimista em relação às perspectivas econômicas mundiais". Para ele, "os Estados Unidos vão provavelmente crescer 3% ou mais neste ano e no próximo, a Europa começa a se recuperar e o Japão também faz progressos significativos".

Na terça-feira (21), o FMI melhorou ligeiramente a sua previsão para o crescimento econômico mundial em 2014 (de 3,6% para 3,7%), antes do início dos trabalhos de cerca de 2.500 participantes do fórum.

Este ano, a situação da Europa, que tenta sair de uma crise de vários anos, determinou o debate. "A zona do euro, em seu conjunto, não está no centro de todas as preocupações da economia mundial", disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble. Segundo ele, "os países-membros que têm mais sucesso são os que enfrentaram programas de assistência, porque cumpriram a sua missão".

Um dos riscos citados por Christine Lagarde foi a probabilidade de deflação, ainda que fraca, particularmente na Europa, onde a inflação está "muito abaixo" do objetivo de 2% ou ligeiramente inferior a esse valor.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, por seu lado, defendeu que a inflação é baixa e que assim vai permanecer, mas que não há risco de deflação porque o BCE está "pronto para agir assim que for preciso".

Outra interrogação vem dos países emergentes, cujas economias tem sofrido turbulências sobretudo devido ao fim da política monetária ultraconservadora da Reserva Federal (Fed) norte-americana, de juros muito baixos. "Isso é claramente um novo risco no horizonte", advertiu a presidente do FMI.

As divisas dos países emergentes viveram na quinta-feira (23) a maior desvalorização dos últimos cinco anos, depois de os deputados argentinos terem aprovado uma lei que permite a desvalorização da sua moeda, o peso.

Em seguida a essa decisão, a lira turca desvalorizou, a hryvnia ucraniana caiu para mínimos de quatro anos e o rand sul-africano passou a negociar no nível mais baixo desde 2008.

 

*Na foto: A presidente Dilma Rousseff durante discurso na Sessão Plenária do Fórum Econômico Mundial 2014.



Fonte: Agência Brasil
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