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Indústria Naval

Fornecedor quer maior conteúdo local para navio de apoio

31/08/2006 | 00h00

Estaleiros e fornecedores de equipamentos nacionais e estrangeiros, como a inglesa Rolls- Royce, vêm discutindo, sem avanços, formas de aumentar o conteúdo nacional dos navios de apoio às atividades de exploração e produção de petróleo e gás construídos no país. Estas embarcações, que vêm sustentando a indústria naval brasileira, têm hoje índices de nacionalização entre 40% e 50%.

As discussões se desenvolvem no âmbito do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Existe um comitê dentro do programa para discutir a competitividade do segmento de navios offshore. Os atuais índices de nacionalização dos barcos de apoio referem-se ao fornecimento de chapas e estruturas de aço, à tinta e à mão-de-obra. Todos os demais equipamentos, que incluem alta tecnologia, são importados.

A líder no fornecimento de equipamentos para o setor no Brasil é a Rolls-Royce, que faz o projeto básico, o detalhamento e a produção (construção) das embarcações offshore, além de vender um conjunto de itens importados.

O modelo de negócio da Rolls-Royce para a área offshore, aplicado no Brasil desde as primeiras encomendas de PSVs (Platform Supply Vessel), baseia-se na estratégia da norueguesa Ulstein, que foi comprada pela inglesa Vickers. A Vickers terminou adquirida pela Rolls-Royce, que incorporou o modelo da Ulstein e o ampliou.

Ronaldo Melendez, diretor comercial da Rolls-Royce Marine Brasil, destaca a importância da participação da empresa como alavanca no processo de ressurgimento da indústria naval offshore no Brasil. A Rolls-Royce chegou a selecionar parte dos sistemas importados para produzi-los no país por meio de licenciamentos para fabricantes locais. A estratégia, apesar de sucesso parcial, foi cancelada.

"Estamos reavaliando o processo de maneira a melhorar a operação como um todo", diz Melendez. O executivo diz que o Brasil é um mercado potencial para os navios offshore. Hoje existe uma frota de cerca de 150 embarcações em operação no país, das quais 80% são de bandeira estrangeira e 20%, de bandeira nacional. Destas, 60% estariam obsoletas.

Até 2015, é possível que o país restrinja a operação offshore de navios estrangeiros. Assim, a frota precisará ser substituída em grande número. Esta condição, mais os projetos de construção de plataformas da Petrobras, resultariam na encomenda de 200 navios.

Enquanto essas e outras encomendas não vêm, fornecedores locais esperam. A finlandesa Wärtsila veio para o Brasil por meio de uma associação com a estatal Nuclep, licenciada para produzir conjuntos propulsores navais de grande porte. Por enquanto, a fábrica está trabalhando para equipar um navio americano em construção, segundo informou Eliônidas Pires, diretor da Wärtsila no Brasil. Ele reclama da demora na assinatura dos contratos com a Petrobras e alfineta: "Se fosse para fazer lá fora não seria a mesma coisa. A Petrobras decidiu os ganhadores. Por que nada sai do papel?".

Para Segen Stefen, da Coppe-UFRJ, não basta começar a fazer. Ele diz que, para ganhar competitividade, o setor de equipamentos e peças terá que se coordenar para entregar aos estaleiros módulos completos, em vez de equipamentos separados.



Fonte: Valor Econômico
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