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Energia

Fontes renováveis terão crescimento de 5,1% ao ano até 2021

26/09/2012 | 15h50
Fontes renováveis terão crescimento de 5,1% ao ano até 2021
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De acordo com o novo ciclo do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), com foco no ano de 2021, o conjunto das fontes renováveis de energia no país crescerá a uma taxa média de 5,1% ao ano, passando de uma participação total de 43,1% na matriz energética brasileira para 45% em 2021. O estudo, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ficará em Consulta Pública no Ministério de Minas e Energia (MME) até o próximo dia 31 de outubro.
O aumento da participação das fontes renováveis na oferta interna de energia ocorrerá a despeito do forte aumento da participação do gás natural de 11% em 2012 para 15,5% em 2021, por conta da importância da exploração e produção no pré-sal ao longo do período. Dentre as principais fontes renováveis, destaca-se o crescimento médio de 8,1% ao ano dos derivados da cana-de-açúcar, que incluem o etanol. No caso da fonte eólica, projeta-se um aumento da sua capacidade instalada para 16 mil MW ao final do horizonte - ultrapassando a projeção da capacidade da geração à biomassa, que terá 13 mil MW.
Tomadas em conjunto, tais projeções reforçam a importância do Plano Decenal de Energia como plano de mitigação e adaptação do setor de energia às mudanças do clima, conforme estabelecido no Decreto 7.390/10. Nesse sentido, o PDE 2021 indica que é possível atender as metas, no que concerne o setor energético, de não ultrapassar o patamar de 680 milhões de toneladas de CO2 de emissões absolutas do setor como um todo em 2020 e de manter o indicador de intensidade de carbono da economia em níveis não superiores ao valor registrado no ano 2005.
Cabe registrar que essas metas implicam esforço para manter em patamares elevados a participação das energias renováveis na matriz energética brasileira. Para efeitos de comparação, em 2009 a participação média das fontes renováveis na matriz energética mundial era de apenas 13,3%.
Demanda
O documento afirma que, ao longo dos próximos 10 anos, o consumo final energético crescerá em linha com o crescimento econômico: 4,7% ao ano em média. Em termos setoriais, contudo, haverá significativo ganho de participação do setor energético, contra leve perda de importância dos setores industrial, residencial e agropecuário.
Destaca-se a expansão média de 5,7% ao ano da demanda de gás natural, por conta do aumento do consumo no setor energético, em particular nas atividades de exploração e produção no pré-sal brasileiro. A demanda de bagaço de cana também cresce acima da média (6,2% ao ano em média no período). Além disso, espera-se que continue a intensa expansão da demanda de etanol no setor de transportes em detrimento do consumo de gasolina, por conta de um cenário favorável ao primeiro combustível em veículos leves flex-fuel, tanto em termos de preço relativo quanto de disponibilidade.
O consumo total de eletricidade (incluindo autoprodução) crescerá 4,9% ao ano em média no período. Em particular, o crescimento total é reflexo do forte acréscimo do consumo no setor energético, principalmente pela expansão da autoprodução na produção de etanol e nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural.
Geração
A capacidade instalada no Sistema Interligado Nacional entre 2012 e 2021 deverá crescer 56% no período, saltando de 116,5 mil MW para 182,4 mil MW. Um dos destaques do novo ciclo de planejamento é o forte crescimento da fonte eólica, cuja capacidade instalada chegará, pelas projeções, a 16 mil MW ao final do horizonte - ultrapassando a capacidade da geração à biomassa, que terá 13 mil MW.
O país contará com um acréscimo de 31,7 mil MW de geração hidrelétrica. A região Norte é onde ocorrerá a maior expansão hidrelétrica, devido à entrada em operação de grandes empreendimentos, com destaque para a usina hidrelétrica de Belo Monte, cuja motorização se dará em três anos com a entrada em operação de seis máquinas de 611,1 MW por ano.
Dos 65.910 MW a serem acrescentados ao parque de geração de eletricidade até 2021, 61% já se encontra contratado através dos Leilões de Energia realizados pelo governo até 2011. A parcela ainda a ser contratada, de acordo com o planejamento, virá de fontes renováveis (principalmente hídrica e eólica), além de gás natural em 2021.
Transmissão
A malha de transmissão de energia do país deverá se expandir em 47,7 mil km nos próximos 10 anos, atingindo uma extensão de 150,5 mil km em 2021. O maior acréscimo será na rede de 500 kV, que aumentará em 61,7 mil km. A projeção do novo PDE inclui ainda a implantação de 7,3 mil km de linhas de 800 kV de corrente contínua - as primeiras neste nível de tensão no país -, que escoarão até 8 mil MW produzidos pela usina de Belo Monte para os estados da região Sudeste.
Petróleo
Atualmente na casa dos 2 milhões de barris por dia (bpd), o PDE 2021 estima que a produção de petróleo evolua para cerca de 5,43 milhões de bpd até 2021, sendo a demanda projetada para o final do período de aproximadamente 2,89 milhões de bpd - a quase totalidade do excedente de 2,54 milhões de bpd deverá ser direcionada à exportação.
Para atender à projeção de aumento de produção na década, prevê-se a necessidade de 90 novas plataformas do tipo FPSO, incluindo a conversão de navios existentes. A capacidade nominal de refino, com a implantação de quatro novas refinarias, passará dos atuais 2 milhões de bpd para pouco mais de 3,3 milhões de bpd em 2021.
Gás Natural
Projeta-se uma ampliação do gás nacional na oferta total, elevando-se de um patamar de 47 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) em 2012 para 112 milhões de m³/dia em 2021, excluindo a região Norte. Somando as importações de 30 milhões de m³/dia de gás boliviano e de 41 milhões de m³/dia de GNL, amplia a oferta total de cerca de 98 milhões de m³/dia em 2012 para 183 milhões de m³/dia em 2021.
Na ponta da demanda, as projeções chegam a 116 milhões de m³/dia em 2021 no cenário de referência, considerando o mercado das companhias distribuidoras locais, o consumo em refinarias e as fábricas de fertilizantes. Incluindo o atendimento do parque termelétrico a gás e bicombustível, estes valores passam de cerca de 104 milhões de m³/dia em 2012 para 167 milhões de m³/dia em 2021.
Biocombustíveis
Para o período decenal, projeta-se que o mercado brasileiro de etanol continuará em expansão, devido ao aumento expressivo da frota de veículos flex-fuel. No curto prazo, porém, estima-se que a oferta de etanol permanecerá com restrições, as quais deverão ser superadas no médio e longo prazo, através de investimentos na renovação do canavial e na ampliação e implantação de unidades produtoras, além de empreendimentos direcionados a facilitar e reduzir os custos de transporte e armazenagem de etanol. Neste cenário, estima-se que a produção total de etanol atingirá 68,3 bilhões de litros em 2021.

De acordo com o novo ciclo do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), com foco no ano de 2021, o conjunto das fontes renováveis de energia no país crescerá a uma taxa média de 5,1% ao ano, passando de uma participação total de 43,1% na matriz energética brasileira para 45% em 2021. O estudo, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ficará em Consulta Pública no Ministério de Minas e Energia (MME) até o próximo dia 31 de outubro.


O aumento da participação das fontes renováveis na oferta interna de energia ocorrerá a despeito do forte aumento da participação do gás natural de 11% em 2012 para 15,5% em 2021, por conta da importância da exploração e produção no pré-sal ao longo do período. Dentre as principais fontes renováveis, destaca-se o crescimento médio de 8,1% ao ano dos derivados da cana-de-açúcar, que incluem o etanol. No caso da fonte eólica, projeta-se um aumento da sua capacidade instalada para 16 mil MW ao final do horizonte - ultrapassando a projeção da capacidade da geração à biomassa, que terá 13 mil MW.


Tomadas em conjunto, tais projeções reforçam a importância do Plano Decenal de Energia como plano de mitigação e adaptação do setor de energia às mudanças do clima, conforme estabelecido no Decreto 7.390/10. Nesse sentido, o PDE 2021 indica que é possível atender as metas, no que concerne o setor energético, de não ultrapassar o patamar de 680 milhões de toneladas de CO2 de emissões absolutas do setor como um todo em 2020 e de manter o indicador de intensidade de carbono da economia em níveis não superiores ao valor registrado no ano 2005.


Cabe registrar que essas metas implicam esforço para manter em patamares elevados a participação das energias renováveis na matriz energética brasileira. Para efeitos de comparação, em 2009 a participação média das fontes renováveis na matriz energética mundial era de apenas 13,3%.



Demanda


O documento afirma que, ao longo dos próximos 10 anos, o consumo final energético crescerá em linha com o crescimento econômico: 4,7% ao ano em média. Em termos setoriais, contudo, haverá significativo ganho de participação do setor energético, contra leve perda de importância dos setores industrial, residencial e agropecuário.


Destaca-se a expansão média de 5,7% ao ano da demanda de gás natural, por conta do aumento do consumo no setor energético, em particular nas atividades de exploração e produção no pré-sal brasileiro. A demanda de bagaço de cana também cresce acima da média (6,2% ao ano em média no período). Além disso, espera-se que continue a intensa expansão da demanda de etanol no setor de transportes em detrimento do consumo de gasolina, por conta de um cenário favorável ao primeiro combustível em veículos leves flex-fuel, tanto em termos de preço relativo quanto de disponibilidade.


O consumo total de eletricidade (incluindo autoprodução) crescerá 4,9% ao ano em média no período. Em particular, o crescimento total é reflexo do forte acréscimo do consumo no setor energético, principalmente pela expansão da autoprodução na produção de etanol e nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural.



Geração


A capacidade instalada no Sistema Interligado Nacional entre 2012 e 2021 deverá crescer 56% no período, saltando de 116,5 mil MW para 182,4 mil MW. Um dos destaques do novo ciclo de planejamento é o forte crescimento da fonte eólica, cuja capacidade instalada chegará, pelas projeções, a 16 mil MW ao final do horizonte - ultrapassando a capacidade da geração à biomassa, que terá 13 mil MW.


O país contará com um acréscimo de 31,7 mil MW de geração hidrelétrica. A região Norte é onde ocorrerá a maior expansão hidrelétrica, devido à entrada em operação de grandes empreendimentos, com destaque para a usina hidrelétrica de Belo Monte, cuja motorização se dará em três anos com a entrada em operação de seis máquinas de 611,1 MW por ano.


Dos 65.910 MW a serem acrescentados ao parque de geração de eletricidade até 2021, 61% já se encontra contratado através dos Leilões de Energia realizados pelo governo até 2011. A parcela ainda a ser contratada, de acordo com o planejamento, virá de fontes renováveis (principalmente hídrica e eólica), além de gás natural em 2021.



Transmissão


A malha de transmissão de energia do país deverá se expandir em 47,7 mil km nos próximos 10 anos, atingindo uma extensão de 150,5 mil km em 2021. O maior acréscimo será na rede de 500 kV, cuja extensão, ao final da década, será de 61,7 mil km. A projeção do novo PDE inclui ainda a implantação de 7,3 mil km de linhas de 800 kV de corrente contínua - as primeiras neste nível de tensão no país -, que escoarão até 8 mil MW produzidos pela usina de Belo Monte para os estados da região Sudeste.



Petróleo


Atualmente na casa dos 2 milhões de barris por dia (bpd), o PDE 2021 estima que a produção de petróleo evolua para cerca de 5,43 milhões de bpd até 2021, sendo a demanda projetada para o final do período de aproximadamente 2,89 milhões de bpd - a quase totalidade do excedente de 2,54 milhões de bpd deverá ser direcionada à exportação.


Para atender à projeção de aumento de produção na década, prevê-se a necessidade de 90 novas plataformas do tipo FPSO, incluindo a conversão de navios existentes. A capacidade nominal de refino, com a implantação de quatro novas refinarias, passará dos atuais 2 milhões de bpd para pouco mais de 3,3 milhões de bpd em 2021.



Gás Natural


Projeta-se uma ampliação do gás nacional na oferta total, elevando-se de um patamar de 47 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) em 2012 para 112 milhões de m³/dia em 2021, excluindo a região Norte. Somando as importações de 30 milhões de m³/dia de gás boliviano e de 41 milhões de m³/dia de GNL, amplia a oferta total de cerca de 98 milhões de m³/dia em 2012 para 183 milhões de m³/dia em 2021.


Na ponta da demanda, as projeções chegam a 116 milhões de m³/dia em 2021 no cenário de referência, considerando o mercado das companhias distribuidoras locais, o consumo em refinarias e as fábricas de fertilizantes. Incluindo o atendimento do parque termelétrico a gás e bicombustível, estes valores passam de cerca de 104 milhões de m³/dia em 2012 para 167 milhões de m³/dia em 2021.



Biocombustíveis


Para o período decenal, projeta-se que o mercado brasileiro de etanol continuará em expansão, devido ao aumento expressivo da frota de veículos flex-fuel. No curto prazo, porém, estima-se que a oferta de etanol permanecerá com restrições, as quais deverão ser superadas no médio e longo prazo, através de investimentos na renovação do canavial e na ampliação e implantação de unidades produtoras, além de empreendimentos direcionados a facilitar e reduzir os custos de transporte e armazenagem de etanol. Neste cenário, estima-se que a produção total de etanol atingirá 68,3 bilhões de litros em 2021.

 

O texto foi alterado para modificação de conteúdo às 16h49.



Fonte: Redação
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