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Offshore Technology Conference 2015

Firjan: Prejuízo em um ano sem leilões de blocos exploratórios chega a US$ 11,5 bilhões

07/05/2015 | 14h53

Um ano sem leilões de blocos exploratórios de petróleo e gás no Brasil representa uma perda potencial de investimentos de pelo menos US$ 11,5 bilhões, segundo estudo elaborado pelo Sistema Firjan. O dado foi apresentando, durante a OTC Houston, nos Estados Unidos, à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que anunciou a 13ª rodada de licitações para 7 de outubro deste ano.

O levantamento mostra que cada rodada licitatória de blocos exploratórios atrai, em média, mais de US$ 27 bilhões em investimentos futuros para as áreas licitadas. Assim, dado o compromisso mínimo da política de conteúdo local, a cada ano sem rodada, a indústria brasileira pode chegar a perder US$ 11,5 bilhões em demandas futuras, sem levar em consideração os custos operacionais.

“Essa cifra gigantesca que a Firjan calculou mostra de forma clara a importância das rodadas periódicas. Com o anúncio da próxima rodada para outubro, esperamos que seja construído um calendário regular. Dessa forma, vamos conseguir trazer segurança e previsibilidade para a realização dos investimentos feitos pela indústria”, enfatizou o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira. O estudo foi apresentado por ele a Magda Chambriard, diretora-geral da ANP.

Em reunião com Magda, o presidente da FIRJAN defendeu a manutenção do conteúdo local como política industrial. “Não existe país no mundo que não aproveite recursos naturais para induzir renda, empregos e equilíbrio social melhor. Em alguns segmentos, o Brasil já tem uma indústria de classe mundial que tem competitividade em outros mercados e que efetivamente exporta”, afirmou Gouvêa Vieira. Ele, no entanto, ponderou que o país tem de ser seletivo sobre o conteúdo local e focar nos setores onde possa operar melhor.

Sobre a pesquisa - Para chegar aos US$ 11,5 bilhões, foram consideradas variáveis como os poços perfurados por ano e o seu valor médio no pós e no pré-sal, que representam o principal investimento futuro da atividade. Também foram considerados o período exploratório (cinco anos), o desenvolvimento da produção (quatro anos) e o quanto os investimentos representam no total dessas atividades. Para finalização do cálculo, foi considerada a taxa de sucesso exploratório e os percentuais mínimos de conteúdo local para a exploração, 37%, e para o desenvolvimento da produção, de 55%, no offshore.



Fonte: Redação / Assessoria
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