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Crise Hídrica

Firjan lista medidas para minimizar a crise hídrica e seus impactos na indústria fluminense

25/02/2015 | 09h57

Em carta encaminhada ontem (24) ao governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, apresentou propostas para reduzir os efeitos da atual crise hídrica na indústria do estado. A entidade, segundo ele, quer participar da discussão e contribuir para o enfrentamento dos desafios atuais e futuros no setor. De acordo com a Firjan, as medidas objetivam também preparar a população e as empresas para enfrentar um próximo e “prolongado  período de escassez” de água.

O especialista em meio ambiente do Sistema Firjan Jorge Peron disse que as propostas formuladas têm três eixos principais. O primeiro se refere à questão do aumento da oferta de água tratada e abrange a implementação de ações de melhoria do abastecimento de água. Destaque para o projeto da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, para atender a um aumento populacional de 4,5 milhões de consumidores na Baixada Fluminense e região metropolitana do Rio de Janeiro.

O segundo eixo, de acordo com a Firjan, refere-se à implementação de ações já planejadas na área de saneamento básico, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que “vão tirar o atraso dos percentuais de coleta de esgoto e tratamento do esgoto coletado para percentuais compatíveis com o nosso nível de desenvolvimento”. A ideia é elevar os sistemas de coleta e tratamento de esgoto dos atuais 59% para 90% de atendimento da rede coletora, e dos atuais 35% para 70% de tratamento dos esgotos sanitários coletados, previstas para 2030.

A terceira sugestão é voltada para fontes alternativas de abasteimento de água, tanto para a população quanto para as indústrias. Trata-se, informou Peron, de criar condições diferenciadas e incentivadas para outorga do uso de água subterrânea e para a implementação de projetos de dessalinização da água do mar. O Rio é uma cidade costeira, com potencial muito grande nesse sentido, disse ele.

Outra fonte alternativa, a exemplo do que já foi feito com sucesso em São Paulo e na Bahia, é a utilização de estações de tratamento de água de esgoto, a partir de tratamentos complementares, para uso por atividades industriais. Segundo Peron, a medida vai desafogar a rede pública de abastecimento de água. A indústria passaria a receber uma água com tratamento adequado, e o sistema de reuso da água desoneraria o sistema público de abastecimento, acrescentou.

O especialista em meio ambiente salientou que no entorno da Baía de Guanabara há estações de esgoto que podem receber tratamento complementar e serem disponibilizadas para uso pelas indústrias. “Com isso, a gente teria a oportunidade de aliviar a rede pública, para que ela se dedicasse, em sua maior parte, ao abastecimento humano.”

De acordo com Peron, a Estação de Tratamento de Alegria, por exemplo, recebe grande quantidade de esgoto sanitário. Após passar por tratamento adequado em nível secundário, 2,5 metros cúbicos por segundo (m³/s) do efluente tratado são lançados na Baía de Guanabara. Ele explicou que “esses 2,5 m³/s poderiam receber um tratamento suplementar, como ocorre com o projeto Aquapolo, em São Paulo, que trabalha com um m³/s”. O Aquapolo recebe a água de uma estação de esgoto, aplica tratamento complementar e fornece o efluente tratado para empresas de um polo industrial.

“Essa mesma lógica poderia ser usada em um conjunto de estações de tratamento de esgoto no Rio de Janeiro”, defendeu. Peron indicou que o volume de esgoto tratado no Rio seria mais do que o dobro do obtido no projeto Aquapolo, em São Paulo, onde funciona parceria público-privada (PPP) entre o governo do estado e uma empresa que construiu a estrutura de tratamento complementar e transporte da água. E ainda tem a vantagem, segundo ele, do preço "mais competitivo do que o da água fornecida pela concessionária”. Peron considera o projeto viável, do mesmo modo que ocorreu na Bahia, com o projeto Água Viva.

Pesquisa recente da Firjan mostra que, nos últimos dois anos, 56,7% das indústrias fluminenses adotaram ações de racionalização do uso da água, o que gerou redução de 25,6% no gasto de água. Destacou também que desde o início do ano passado vem se reduzindo o volume de água dos quatro reservatórios do Rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento de 75% do estado do Rio de Janeiro, o que ameaça o fornecimento constante de água para mais de 12 milhões de pessoas e mais de 3,8 mil indústrias.



Fonte: Redação / Assessoria
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