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Energia

Fim da trégua entre sócios de Jirau e Santo Antônio

04/11/2010 | 11h18
Chegou ao fim a trégua entre os donos das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Depois de um período de calmaria em que os executivos dos dois empreendimentos até trabalharam em conjunto, as diferenças expostas na briga histórica entre GDF Suez e Odebrecht em torno do leilão de Jirau voltaram a dar sinais fortes de que continuam existindo. Desta vez a disputa está sendo travada diretamente entre as duas concessionárias que apresentaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projetos distintos de ampliação de capacidade e operação de reservatórios que podem garantir ou eliminar a possibilidade, para um ou para outro, de uma receita extra estimada em R$ 3 bilhões ao longo de suas concessões.


Desde setembro, a usina de Jirau pressiona a Aneel para aprovar seu projeto de expansão de capacidade. Nas obras da usina, as escavações já estão sendo feitas para abrigar no mínimo mais quatro turbinas do que o projeto original e que gerariam 245 megawatts médios a mais de energia por ano e implicam em um investimento extra de R$ 1 bilhão. Mas para isso a operação do reservatório da usina de Santo Antônio teria que ser feita no nível 70 (altitude em relação ao nível do mar). O problema é que a usina de Santo Antônio bateu à porta da Aneel com um outro projeto que se for aprovado reduz em 40% a nova potência de geração de Jirau.


De acordo com o presidente da Santo Antônio Energia, Eduardo Mello, o projeto de ampliação de capacidade apresentado pela empresa prevê a operação de seu reservatório sazonalmente a uma cota 72. Isso ampliaria a queda da usina e quanto maior a queda, maior a capacidade de gerar energia. Operando à cota 72, ampliando em quatro turbinas a capacidade da usina e levando em conta a ampliação da capacidade de Jirau, a energia a ser entregue ao sistema nacional pelo projeto de Santo Antônio seria de 310 MW médios. O problema para Jirau é que a usina não teria os 245 MW que almeja em seu projeto de ampliação. Isso porque ao operar à cota 72, a queda da usina de Jirau cai em dois metros, reduzindo sua potência para 145 MW médios.


Segundo Mello, na proposta de Jirau, a energia total que chegaria ao sistema seria de 160 MW pois a usina teria um ganho de 245 MW e a perda em Santo Antônio seria de 85 MW médios. Com esse desenho, segundo Mello, não valeria à pena para Santo Antônio investir na ampliação de sua capacidade e por isso o sistema ganharia menos.


Os ganhos com ampliação são importantes para os sócios de Jirau, liderados pela GDF Suez, pois potencializam a rentabilidade do projeto. A concessionária Energia Sustentável do Brasil, que constrói Jirau, não quis se pronunciar sobre o assunto. A usina se apega, entretanto, ao fato de que o edital do leilão de Santo Antônio prevê a operação do reservatório na cota 70. Santo Antônio garante que não fere as regras do edital e tampouco altera as condições do edital de Jirau. Ou seja, a batata quente está nas mãos da Aneel.


Independentemente de a Aneel aprovar um ou outro projeto - ou eventualmente nenhum dos dois - Jirau já tem outro problema que impede a aprovação do seu plano da forma como está. Na semana passada, a agência informou às duas concessionárias que o marco 70 de Santo Antônio precisa ser alterado para 70,5. A alteração teria sido feita pelo IBGE e portanto a Aneel entendeu que não poderia prejudicar a usina de Santo Antônio. Isso por si só já gera uma perda para Jirau.


Na pressão para ter seu projeto aprovada, a concessionária Energia Sustentável do Brasil chegou a cadastrar a venda da energia que será gerada por essa ampliação no leilão do governo federal que acontece no fim do ano. Diferentemente de seu concorrente, Jirau não tem margem para manobrar seu reservatório. A usina tem de operar entre as cotas 82,5 e 90, dependendo do nível de águas, porque caso contrário afeta o volume do rio na Bolívia.


Fonte: Valor Econômico
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