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Empresas

Fibria entra em biocombustíveis

03/10/2012 | 11h15

 

Maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, a Fibria acaba de entrar no negócio de combustíveis líquidos renováveis. Com investimento inicial de US$ 20 milhões, a brasileira comprou participação de cerca de 6% no capital da americana Ensyn Corporation, que produz óleo combustível de matriz renovável, e acertou a constituição de uma joint venture que, no futuro, poderá ter uma unidade produtiva de combustíveis líquidos e químicos a partir de biomassa no Brasil.
A aliança estratégica prevê também a opção de, mais adiante, a Fibria elevar sua participação na Ensyn a aproximadamente 9%, mediante aporte adicional de US$ 10 milhões. A primeira etapa da aliança, por sua vez, deve ser sacramentada até o fim do mês. "Estudamos as diferentes rotas para obtenção de biocombustíveis e mapeamos mais de 17 tecnologias", diz o presidente da Fibria, Marcelo Castelli. "Definimos qual seria a mais aderente ao negócio da companhia e escolhemos a Ensyn".
Dona da tecnologia, já comercial, Rapid Thermal Processing (RTP), a empresa americana produz um combustível líquido renovável que substitui o petróleo em diferentes usos (na geração de energia e calor, por exemplo) e pode ser co-processado em refinarias. Esse combustível e outros produtos químicos são obtidos a partir da conversão de madeira e biomassa, produtos abundantes em indústrias de base florestal, como a de celulose e papel.
Criada há três anos com ativos da Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz, a Fibria consolidou-se nesse período como maior empresa de florestas plantadas do mundo e definiu o que chama de "bioestratégia", alinhada à tendência global da indústria de buscar outros negócios atrelados à floresta. No Hemisfério Norte, há diversos projetos operacionais, baseados em diferentes tecnologias. No Brasil, a Suzano Papel e Celulose, por exemplo, constituiu a Suzano Energia Renovável, que produzirá "pellets" de madeira para geração de energia termelétrica.
A aproximação entre Fibria e Ensyn, que tem duas fábricas nos Estados Unidos e prevê, em seu plano de expansão, o estabelecimento de mais de 30 unidades em território americano e no Canadá, ganhou corpo no ano passado. Após uma "due diligence" na empresa, em 2011, a brasileira decidiu entrar no negócio de combustíveis renováveis. "Sem a constituição da joint venture, não teríamos um acordo em bases exclusivas no país, nem acesso à tecnologia", diz Castelli. "Daí a realização do aporte".
O investimento de US$ 20 milhões, provenientes do caixa da Fibria, garante à brasileira direitos similares aos dos demais acionistas majoritários - entre os quais Credit Suisse, Impax Asset Management e CTTV Investments, divisão da Chevron USA -, um assento no conselho da Ensyn e participação nas decisões relativas ao plano de crescimento da empresa. Não há prazo para elevar a participação a 9%, mas a operação deve ocorrer antes da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) planejada pela empresa americana.
Já o plano de negócios da joint venture, automaticamente constituída e incorporada em Delaware, será desenvolvido nos próximos anos, segundo Castelli. O objetivo é produzir óleo combustível renovável no Brasil, ampliando a base produtiva da Ensyn, que chegou à Malásia por meio de uma aliança estratégica com a Felda Palm Industries, principal produtora de óleo de palma do país do Sudeste Asiático e também acionista. Embora não exista prazo, a expectativa é a de que entre dois e cinco anos o projeto esteja operacional.
De acordo com o presidente da Fibria, a escolha da Ensyn reflete a aposta em uma tecnologia que se apresenta economicamente viável e independente de subsídios. "Essa é mais uma das ações da Fibria para complementar o negócio de celulose e seguimos estudando outras alternativas", diz Castelli.

Maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, a Fibria acaba de entrar no negócio de combustíveis líquidos renováveis. Com investimento inicial de US$ 20 milhões, a brasileira comprou participação de cerca de 6% no capital da americana Ensyn Corporation, que produz óleo combustível de matriz renovável, e acertou a constituição de uma joint venture que, no futuro, poderá ter uma unidade produtiva de combustíveis líquidos e químicos a partir de biomassa no Brasil.


A aliança estratégica prevê também a opção de, mais adiante, a Fibria elevar sua participação na Ensyn a aproximadamente 9%, mediante aporte adicional de US$ 10 milhões. A primeira etapa da aliança, por sua vez, deve ser sacramentada até o fim do mês. "Estudamos as diferentes rotas para obtenção de biocombustíveis e mapeamos mais de 17 tecnologias", diz o presidente da Fibria, Marcelo Castelli. "Definimos qual seria a mais aderente ao negócio da companhia e escolhemos a Ensyn".


Dona da tecnologia, já comercial, Rapid Thermal Processing (RTP), a empresa americana produz um combustível líquido renovável que substitui o petróleo em diferentes usos (na geração de energia e calor, por exemplo) e pode ser co-processado em refinarias. Esse combustível e outros produtos químicos são obtidos a partir da conversão de madeira e biomassa, produtos abundantes em indústrias de base florestal, como a de celulose e papel.


Criada há três anos com ativos da Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz, a Fibria consolidou-se nesse período como maior empresa de florestas plantadas do mundo e definiu o que chama de "bioestratégia", alinhada à tendência global da indústria de buscar outros negócios atrelados à floresta. No Hemisfério Norte, há diversos projetos operacionais, baseados em diferentes tecnologias. No Brasil, a Suzano Papel e Celulose, por exemplo, constituiu a Suzano Energia Renovável, que produzirá "pellets" de madeira para geração de energia termelétrica.


A aproximação entre Fibria e Ensyn, que tem duas fábricas nos Estados Unidos e prevê, em seu plano de expansão, o estabelecimento de mais de 30 unidades em território americano e no Canadá, ganhou corpo no ano passado. Após uma "due diligence" na empresa, em 2011, a brasileira decidiu entrar no negócio de combustíveis renováveis. "Sem a constituição da joint venture, não teríamos um acordo em bases exclusivas no país, nem acesso à tecnologia", diz Castelli. "Daí a realização do aporte".


O investimento de US$ 20 milhões, provenientes do caixa da Fibria, garante à brasileira direitos similares aos dos demais acionistas majoritários - entre os quais Credit Suisse, Impax Asset Management e CTTV Investments, divisão da Chevron USA -, um assento no conselho da Ensyn e participação nas decisões relativas ao plano de crescimento da empresa. Não há prazo para elevar a participação a 9%, mas a operação deve ocorrer antes da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) planejada pela empresa americana.


Já o plano de negócios da joint venture, automaticamente constituída e incorporada em Delaware, será desenvolvido nos próximos anos, segundo Castelli. O objetivo é produzir óleo combustível renovável no Brasil, ampliando a base produtiva da Ensyn, que chegou à Malásia por meio de uma aliança estratégica com a Felda Palm Industries, principal produtora de óleo de palma do país do Sudeste Asiático e também acionista. Embora não exista prazo, a expectativa é a de que entre dois e cinco anos o projeto esteja operacional.


De acordo com o presidente da Fibria, a escolha da Ensyn reflete a aposta em uma tecnologia que se apresenta economicamente viável e independente de subsídios. "Essa é mais uma das ações da Fibria para complementar o negócio de celulose e seguimos estudando outras alternativas", diz Castelli.

 



Fonte: Valor Econômico
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