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Indústria química

Fernando Figueiredo da Abiquim diz a Temer que setor pode ajudar cadeia produtiva da economia

27/07/2016 | 11h17
Fernando Figueiredo da Abiquim diz a Temer que setor pode ajudar cadeia produtiva da economia
Divulgação Divulgação

O presidente interino, Michel Temer, se reúne na manhã de hoje (27) com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo. Na reunião, Figueiredo fará uma explanação sobre o potencial deste setor e sua influência enquanto base para toda a cadeia produtiva da economia, a exemplo do que ocorre com a indústria petroquímica.

“Estudos da Fundação Getúlio Vargas e da Universidade de Cambridge nos apontam como o segundo setor com maior capacidade para alavancar a economia, atrás apenas da indústria petrolífera. Há química em tudo, desde o seu sapato, o perfume que você usa, cosméticos, medicamentos e até mesmo o seu próprio corpo é química. Além disso, o valor que agregamos aos nossos produtos é seis vezes maior do que o valor agregado em produtos petrolíferos. E nossos trabalhadores têm remuneração 80% acima da média salarial da indústria em geral”, disse o presidente da Abiquim à Agência Brasil.

Segundo Figueiredo, a indústria química está na base de toda cadeia produtiva, o que leva à conclusão de que para desenvolver a cadeia industrial brasileira é necessário que o país tenha uma produção química competitiva. Outro fator que coloca o Brasil – e também os Estados Unidos – em uma posição privilegiada no mercado mundial é seu grande mercado interno. “Nosso país têm produtos petrolíferos, gás e biodiversidade em grande quantidade. Precisamos aproveitar isso. E é disso que conversarei com o presidente [interino]. Queremos transformar esse potencial em política industrial para agregar valor aos recursos naturais brasileiros no próprio Brasil”.

Apesar da crise pela qual passa o país, Figueiredo diz que o setor químico sente com menor intensidade seus efeitos, na comparação com outros setores da economia. “Nos últimos 12 anos, foi a primeira vez que houve queda de vagas em nosso setor. E mesmo assim, se comparado a outros setores, foi uma queda pequena, de 1,5%.

Até o déficit do setor na balança comercial demonstra, segundo o presidente da Abiquim, o grande potencial de mercado ainda a ser explorado. Historicamente, o Brasil importa muito mais produtos químicos do que exporta. Em geral, exporta-se commodities e importa-se produtos químicos com valor agregado. Só no primeiro semestre de 2016, o déficit acumulado da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 10,3 bilhões. Entre julho de 2015 e julho de 2016, o déficit ficou em US$ 23,2 bilhões. Segundo ele, o que esses números mostram são “oportunidades, uma vez que para cada R$1 exportado, R$2,5 são importados”.



Fonte: Redação/Agência Brasil
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