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Equipamentos

Expansão da Petrobras puxa investimentos de seus fornecedores

20/03/2006 | 00h00

Os fornecedores de equipamentos, componentes e serviços para a indústria de petróleo e gás vivem um momento de otimismo e expansão gerados, principalmente, pelo plano de investimento da Petrobras de US$ 56,4 bilhões até 2010, sendo US$ 49,3 bilhões no Brasil. Do total destinado ao país, US$ 34,1 bilhões serão aplicados na exploração e produção e US$ 11,4 bilhões na área de abastecimento, que engloba as 11 refinarias da estatal. O número de empresas cadastradas na Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) praticamente dobrou em pouco mais de três anos, passando de 682 em 2002 para 1.306, em março deste ano.


"Há aí empresas que já existiam, algumas novas e outras que se diversificaram", disse o diretor-geral da Onip, Eloy Fernandes. Somente no Estado do Rio de Janeiro, atraídas por incentivos fiscais e pela principal concentração da indústria de petróleo e gás do país, pelos menos oito empresas estão neste momento em fase de instalação de fábricas. O investimento deste projetos supera US$ 130 milhões, segundo dados da Secretaria de Energia, Petróleo e Indústria Naval do Estado. A maior parte delas estima começar a funcionar ainda este ano.

Novatas e tradicionais fabricantes estão, estão de olho, por exemplo, nas compras diretas de materiais da Petrobras. Para se ter uma idéia do que significa ter a estatal como cliente, somente em 2005 as compras dela cresceram 56%, chegando a US$ 2,8 bilhões.

A alemã Schulz está construindo no município de Campos (norte do Estado) uma fábrica de conexões de aço inoxidável e de ligas especiais, com aporte de R$ 44,5 milhões, e decidiu investir mais R$ 52 milhões na construção de uma unidade de tubos. As duas fábricas têm como alvo a área de exploração e produção de petróleo.

Segundo Marcelo Bueno, diretor da Schulz para a América Latina, a fábrica que a empresa está construindo no Rio é um complexo industrial de porte mundial, com vistas ao mercado brasileiro e ao internacional. Até a sede da empresa está sendo transferida de São Paulo para o Rio, um movimento inverso do que vem ocorrendo nos últimos anos. Mas São Paulo, onde ainda não se produz petróleo, detém a liderança no cadastro da Onip, com 488 empresas registradas, contra 456 no Rio.

Para Bueno, a exigência de conteúdo mínimo nacional tanto nas contratações da Petrobras como nas licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é um fator que "reforça" as decisões de investimentos. Ele avalia também que se o Brasil persistir em medidas que desonerem a produção, tem todas as condições de fazer no setor um processo de substituição competitiva de importações, tornando-se um fornecedor internacional de equipamentos e componentes. Segundo ele, a China, apesar de toda atratividade que seu mercado representa, ainda perde para o Brasil no quesito segurança jurídica.

Além da Schulz, estão em fase de instalação no Rio a britânica Wellstream, a norueguesa TTS Mariner ASA, a sueca ABB e as brasileiras Morganite, Nuclep, ICEC e Brastech. A Wellstream está montando uma fábrica de linhas flexíveis para produção submarina, investimento de US$ 60 milhões que pode chegar a US$ 100 milhões e inauguração prevista para o segundo semestre. A Morganite investiu US$ 5 milhões em uma fábrica de fibras isolantes. A estatal Nuclep vai fabricar motores marítimos da finlandesa Wärtsilä, com investimento de US$ 20 milhões. A TTS Mariner produzirá guindastes e a ABB vai fazer manutenção de turboalimentadores. A ICEC está investindo US$ 1 milhão em uma fábrica de estruturas metálicas. E a Brastech, que faz embarcações de salvatagem, terá uma unidade no município de Rio das Ostras.

No Espírito Santo, que este ano vai tornar-se o segundo produtor de petróleo do país, subindo de 40 mil para 200 mil barris por dia (300 mil em 2007) está em fase inicial desse processo de expansão, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno. Empresas como Socotherm (revestimento isolante), Prisma (cabos) e a TSA (tubos) já estão se instalando, mas Bueno aposta na implantação da base da Petrobras em Anchieta (sul do Estado) e no desenvolvimento do bloco BC-10 pelo consórcio Shell/Exxon/Petrobras para atrair novos investimentos.

"Estamos muito otimistas. A Petrobras nunca teve tanta capacidade de investimento quanto hoje", disse Fernandes. Segundo ele, a vinda de grandes empresas internacionais para o Brasil está abrindo aos fornecedores nacionais de equipamentos e serviços a possibilidade de entrarem nos cadastros internacionais dessas empresas e ganharem o mercado mundial.



Fonte: Valor Econômico
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