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Indústria naval

Exigência da Petrobras ameaça estaleiro em Santos

22/02/2005 | 00h00

A implantação de um estaleiro na região do porto de Santos está ameaçada. Apesar da localidade ser considerada a mais ideal do País para o empreendimento, o investimento pode ser inibido por uma única exigência da Petrobras, a de só negociar a encomenda de seus 42 navios com empresas que tenham em seu pátio de construção um dique seco.
Os atrativos da Baixada Santista para ter um pólo industrial naval e as dificuldades enfrentadas no processo foram debatidas na manhã de ontem, durante a visita que o secretário de Assuntos Portuários de Cubatão, Ricardo Lascane e diretores da unidade cubatense do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), da Cosipa e de outras companhias da cidade fizeram à área da região mais cotada para receber o possível estaleiro, o Canal de Piaçaguera.
A bordo de uma lancha, fretada pela Cosipa, os executivos percorreram as margens da via de navegação, debatendo principalmente as condições de exploração dos terrenos do lado direito, onde a atividade naval pode ser implantada.
A criação de novos estaleiros no País se deve ao anúncio da Petrobras de renovar sua frota, contratando somente empresas nacionais. É consenso no mercado que as instalações existentes hoje não serão suficientes para atender à encomenda. Atualmente, um pátio de construção representa um investimento de cerca de R$ 150 milhões, valor que pode aumentar em até R$ 100 milhões com a exigência da estatal.
O dique seco é uma estrutura erguida no leito de um rio ou no litoral, onde os navios entram para serem reparados, após a água ser toda bombeada para fora. Segundo os empresários, a doca está sendo pedida pois a Petrobras também pretende fazer a manutenção de suas plataformas de petróleo no País.
"O Canal de Piaçaguera tem um grande potencial para a construção de um estaleiro. Está ao lado da Cosipa e próximo de São Paulo. Mas a necessidade de um dique seco pode comprometer essa vantagem, pois torna o custo de sua implantação muito grande. Como o empresário vai ter o retorno de tanto dinheiro em um mercado que ainda está começando a crescer?", questionou o secretário de Assuntos Portuários, Ricardo Lascane.

Campanha - De acordo com a autoridade, entidades como a Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) e a própria Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo tentam convencer a Petrobras a alterar seu edital. "E nós estaremos entrando nessa campanha também", declarou Lascane.
Segundo o presidente da Cosipa, Omar Silva Júnior, um estaleiro construído nas proximidades de sua siderúrgica pode ter um custo de produção de suas embarcações até 15% menor do que seus concorrentes no País. A vantagem se deve, principalmente, ao fato da companhia concentrar 90% da produção de aço naval do Brasil e a presença no Estado da maioria dos fabricantes de equipamentos usados nas embarcações.
"Esteja o estaleiro onde estiver no Brasil, possivelmente ele vai comprar seu aço da gente e terá de arcar com a entrega. Imagine levar essa carga até o Rio Grande do Sul ou a Pernambuco. Se o pátio for aqui, esse gasto será muito menor", explicou o chefe-geral da Usina e diretor do Ciesp de Cubatão, Marco Paulo Penna Cabral.



Fonte: A Tribuna
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