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Biocombustíveis

EUA apostam em nova geração

07/08/2008 | 04h34

O secretário adjunto de Energia dos Estados Unidos, Jeffrey Kupfer, afirmou hontem que até 2012 o seu país deve apresentar biocombustíveis de segunda e terceira geração a valores competitivos, que tornem possível a sua comercialização. Em seu terceiro dia de visita ao Brasil, Kupfer disse que o governo norte-americano não empreende esforços com o etanol de milho, apontado como culpado nos últimos meses como o principal vilão da alta generalizada dos alimentos em todo o mundo.

 

O foco dos EUA, segundo ele, são biocombustíveis mais avançados. "O Departamento de Energia não gasta dinheiro algum na produção de álcool a partir do milho. Todos os nossos investimentos estão concentrados no desenvolvimento do etanol de segunda e terceira geração", disse Kupfer durante encontro com jornalistas, em São Paulo.

 

O secretário apontou os biocombustíveis produzidos a partir de novas fontes, como a lignocelulose, como a principal aposta do governo norte-americano para cumprir o agressivo programa de consumo de etanol. No ano passado, o Congresso americano aprovou a proposta de elevar a 36 bilhões de galões o consumo de etanol até 2022, em substituição a outras fontes de energia.

 

"A nossa meta é agressiva, mas achamos que é possível chegar lá. Para isso, consideramos avanços em pesquisa para o desenvolvimento de biocombustíveis mais avançados", disse o secretário. De acordo com Kupfer, o governo norte-americano investirá cerca de US$ 1 bilhão nos próximos anos no desenvolvimento de biocombustíveis de segunda e terceira gerações. Considerando parcerias com centros de pesquisa, universidades e iniciativa privada, esse valor pode chegar a US$ 4 bilhões.

 

Segundo Kupfer, os centros de pesquisa que estão em busca de um etanol comercialmente viável, pertencente à segunda ou terceira geração, estão bastante otimistas com os avanços obtidos recentemente. Na terça-feira, Kupfer esteve em Brasília, onde participou de encontro com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Segundo o secretário, a parceria entre Brasil e Estados Unidos em biocombustíveis foi um dos temas debatidos com Lobão, além do trabalho realizado em exploração de petróleo e gás, a possibilidade de um acordo firmado entre os dois países para trabalhar em energia nuclear e os esforços para melhorar a eficiência energética e na diversificação da matriz desses dois países.

 

"É importante para os Estados Unidos procurar uma diversidade de fornecedores e fontes de energia. A minha visita tem o objetivo de aprofundar a relação dos Estados Unidos com o Brasil, assim como as parcerias entre as duas nações na área de energia", disse o secretário, lembrando que o Brasil trabalha com todas as fontes de energia e ocupa posição de liderança em muitas delas. No entanto, Kupfer informou que nenhum acordo em particular foi assinado na terça-feira, acrescentando que os dois países devem lançar esforços para avançar no memorando de entendimentos assinado no ano passado entre o presidente Lula e o seu colega norte-americano, George W. Bush, durante a visita dele ao Brasil.

 

Na ocasião, os chefes-de-Estado se comprometeram em trocar experiências na área de biocombustíveis e a levar tecnologias de produção para outros países que possam contribuir para o aumento da oferta mundial.

 

Quanto à tarifa de importação mantida pelos Estados Unidos na entrada do etanol brasileiro no país, Kupfer disse acreditar que as conversas evoluirão para uma redução da barreira tarifária, considerando o agressivo programa de substituição de combustíveis dos Estados Unidos para os próximos dois anos.

 

Kupfere ressaltou, no entanto, que essa é um assunto que caberá ao próximo governo norte-americano. A Farm Bill, lei agrícola americana, aprovada este ano pelo Congresso americano, manteve em US$ 0,54 por galão a tarifa de importação ao etanol até 2010, o que praticamente inviabiliza as exportações do Brasil ao seu parceiro.



Fonte: Jornal do Commercio
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