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Matriz energética

Etanol teve crescimento significativo em 2006

30/03/2007 | 00h00

Produção de usinas aumentou 10,8%, com oferta de 17,8 bilhões de litros

O esperado boom do etanol já começa a sair do papel, e deve ser ampliado ainda mais, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Dados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN) indicam que a produção do combustível aumentou 10,8%, chegando a 17,8 bilhões de litros. Além disso, a oferta interna de produtos derivados da cana-de açúcar obteve crescimento de 9,7% em 2006, em comparação com o ano anterior. O volume de energia gerado por esses produtos já se aproxima do que é produzido pelas hidrelétricas, e, segundo o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, a tendência é que os derivados da cana ultrapassem a energia hidráulica.

"Acho que a cana passa a energia hidráulica, sim. O boom do etanol vai proporcionar isso. Difícil é prever se já este ano, mas há uma expectativa de forte expansão, tanto no mercado interno quanto no externo", afirmou. A energia hidráulica é a que apresenta a segunda maior oferta entre todas as fontes de energia no Brasil.

Tolmasquim foi além, e disse que a revisão do plano decenal, que deverá ser finalizada em maio, "terá um capítulo especial" para o álcool. Segundo ele, o álcool combustível e a geração elétrica por meio do bagaço de cana serão uma das "vedetes", como descreveu, do planejamento atualizado para os próximos dez anos. Tolmasquim acrescentou que a substancial taxa de crescimento da demanda interna pelo álcool combustível abrandou até mesmo o efeito da exportação de 3,36 bilhões de litros, que foi 50% superior ao volume vendido ao exterior em 2005.

Convertidos em uma unidade, milhões de toneladas equivalente de petróleo (tep), a energia hidráulica foi responsável por oferta interna de 33,6 milhões de tep em 2006, 3,7% acima dos 32,4 milhões de tep do ano anterior. Os produtos derivados da cana-de-açúcar ofertaram 33,1 milhões de tep, 9,7% a mais do que os 30,1 milhões de tep verificados em 2005. Além do etanol, são derivados da cana o bagaço e o açúcar. No estudo da EPE, o etanol é responsável pela maior parte relacionada à produção de cana-de-açúcar e derivados.

A maior oferta entre as fontes de energia, a exemplo de anos anteriores, continuou sendo a de petróleo e derivados, que tiveram incremento de 5,5%, passando dos 84,6 milhões de tep constatados em 2005 para 89,2 milhões de tep. A oferta de petróleo e derivados correspondeu a 38,8% entre todo o volume produzido por todas as fontes. Depois da energia hidráulica (14,6% do total) e dos derivados de cana-de-açúcar (14,4%), a lenha e o carvão vegetal representaram a maior oferta em 2006, com 28,6 milhões de tep, volume estável em relação ao que fora obtido em 2005. Isso corresponde a 12,4% do total.

Gás.

O gás natural foi responsável por uma oferta interna de 21,8 milhões de tep, crescimento de 6,1% frente aos 20,5 milhões de tep registrados em 2005. Esse volume representa 9,5% entre todas as fontes. A oferta de urânio e derivados, embora tivessem tido pouca representatividade em termos absolutos, cresceu 38,5%, passando dos 2,5 milhões de tep de 2005, para 3,5 milhões de tep no ano passado. A produção de urânio correspondeu a apenas 1,5% de toda a energia ofertada no Brasil em 2006.

"Isso ocorreu basicamente em função de um tempo maior de utilização das usinas nucleares, que ficaram paradas em um período mais amplo em 2005", explicou Tolmasquim.

Ao todo, a oferta de energia interna foi de 229,7 milhões de tep em 2006, 5% acima dos 218,7 milhões de tep verificados em 2005. Desse total, 127,8 milhões de tep corresponderam às fontes de energia não-renovável, que cresceram 5,3% no comparativo a 2005, e 101,9 milhões de tep às fontes de energia renovável, cuja oferta aumentou 4,7% em relação ao ano anterior.

A oferta de energia não-renovável representou 55,6% do total da oferta interna, enquanto que as fontes de energia renovável foram responsáveis pelos 44,4% restantes. Tolmasquim destacou que o Brasil está em ampla vantagem em relação a outros países no que diz respeito ao aproveitamento de fontes renováveis. Ele apresentou dados de 2004 que indicam que a média mundial de aproveitamento de energia renovável é de apenas 13,2%.

Biomassa ultrapassa gás natural

A geração de energia elétrica utilizando biomassa (bagaço de cana-de-açúcar, madeira, produtos agrícolas, entre outros), que vem sendo incentivada pelo governo, ultrapassou o gás natural e foi, em 2006, a segunda fonte mais utilizada para gerar eletricidade. A oferta interna de energia elétrica teve expansão de 4,5%, passando de 441,6 terawatts/hora (TWh) em 2005, para 461,3 TWh no ano passado. A geração hidráulica segue sendo a mais representativa, respondendo por 75,9% do total gerado.

Em 2005, a geração elétrica utilizando gás natural representava 4,3% do total, enquanto que a biomassa vinha em seguida, com 4,1%. Em 2006, com a menor utilização de gás natural para essa finalidade, o insumo passou a representar 4%, enquanto que a energia gerada por biomassa saltou para 4,2%.

A utilização de gás natural para gerar eletricidade caiu 3,1% em 2006, passando dos 18,8 TWh de 2005, para 18,2 TWh no ano passado. Já a biomassa teve crescimento de 7,1% na oferta, pulando dos 18,3 TWh para 19,6 TWh.

A geração termelétrica, que utiliza como fontes energéticas a biomassa, gás natural, energia nuclear e carvão, entre outros, teve aumento de 7,4% no ano passado. Isso proporcionou que tivesse uma representatividade de 15,2% na geração elétrica em 2006, contra 14,8% no ano anterior.

Mais uma vez, a biomassa teve papel de destaque, sendo responsável por 27,8% da energia termelétrica gerada, enquanto que o gás natural ficou com 25,9%. A energia nuclear representou 19,6%, derivados de petróleo, 16,2%, e o carvão, 10,5%.

Os dados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN), divulgados na última quinta-feira pela EPE, confirmam redução significativa do volume de gás natural desperdiçado no país. No ano passado, a queima diária de gás foi de 5,1 milhões de metros cúbicos, 25% a menos do que os 6,8 milhões de metros cúbicos verificados no ano anterior.

Além disso, a reinjeção de gás natural subiu 6,1%, passando dos 8,2 milhões de metros cúbicos constatados em 2005, para 8,7 milhões de metros cúbicos registrados no ano passado. Já a produção nacional de gás natural manteve-se estável, em 48,5 milhões de metros cúbicos/dia. O volume importado subiu de 24,7 milhões de metros cúbicos/dia em 2005, para 26,8 milhões de metros cúbicos/dia no ano passado, alta de 8,7%.



Fonte: Jornal do Commercio
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