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Cana de açúcar

Etanol tende a oscilar menos na entressafra

25/10/2011 | 14h45
Apesar da produção menor, os preços do etanol hidratado, que abastece diretamente os veículos, não devem sofrer grandes oscilações na entressafra de cana-de-açúcar no Centro-Sul. O presidente da Datagro, Plínio Nastari, avalia que o valor do litro não deverá subir mais do que 10% daqui até abril do ano que vem, quando começa outra safra de cana na região.

"O valor já está alto ao consumidor, que está retraído o suficiente para equilibrar o mercado", explica o especialista. No dia 23, o indicador Esalq/BM&FBovespa para Paulínia (SP) teve nova alta, fechando a R$ 1.296,50 o m³, valorização de 0,23%.

Já para o açúcar branco, Nastari vê chances de mais volatilidade no mercado interno. "O país exportou o produto de forma muito acelerada e agora é preciso reduzir os níveis de embarques", avisou o especialista, que ontem anunciou a última estimativa da Datagro para a safra 2011/12 de cana no Centro-Sul - que representa 90% da produção do país.

Por causa da baixa recuperação dos canaviais nesse fim de safra, a consultoria projeta que a moagem total da matéria-prima será de 490,380 milhões de toneladas, 1,6% menor do que o estimado em setembro e 11,8% inferior ao realizado na temporada passada.

A menor disponibilidade de cana vai recair, de acordo com Nastari, sobre a produção de etanol que deve recuar um pouco mais em relação ao previsto em setembro. Serão 19,886 bilhões de litros (anidro e hidratado), 2,89% menor do que o estimado mês passado e 21,6% inferior ao realizado na temporada passada.

A produção de açúcar, no entanto, não sofreu grande alterações e será de 30,125 milhões de toneladas, ante as 30,6 milhões de toneladas estimadas em setembro.

O números da Datagro influenciaram ontem o mercado internacional. Acompanhando o movimento de alta de todas as commodities agrícolas, o contrato maio do açúcar fechou a 26,24 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 57 pontos.

Nastari se mostrou pessimista para a próxima safra, apesar de não ter estimativa oficial. Segundo ele, por causa do clima desfavorável ao plantio, a renovação de canaviais ficará novamente abaixo da taxa de 17% recomendada. "Acredito que ficará entre 13% e 14,2%", afirma Nastari. Ele afirmou ainda que também está sendo muito pequena a área de expansão de canaviais.


Fonte: Valor Econômico
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