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Álcool

Etanol será commodity global, prevê Goldemberg

07/04/2006 | 00h00

Os investimentos que a França está fazendo em usinas para produzir etanol tendem a favorecer o Brasil, na opinião de um especialista em energia, o professor Jose Goldemberg, secretário de Meio Ambiente do Estado de Sao Paulo. Para Goldemberg, essas novas plantas ajudarão a dar visibilidade e credibilidade ao etanol, acelerando a sua transformação, de subproduto da cana em commodity com mercado internacional.

Em um painel sobre bicombustíveis e a segurança energética da América Latina, no Fórum Econômico Mundial, Goldemberg apresentou um estudo indicando que se houvesse uma substituição de 10% da gasolina utilizada mundialmente pelo etanol, seriam necessários apenas 9 milhões de hectares a mais no mundo cultivados com cana-de-açúcar. Atualmente, existem 20 milhões de hectares plantados e, portanto, esse aumento seria facilmente obtido dentro de um período de cinco ou dez anos, nas projeções de Goldemberg.

"Não se trata de um sonho, é algo perfeitamente viável", afirmou. O Brasil tem cerca de 5 milhões de hectares plantados com cana.

Empresas francesas de açúcar estão investindo 1 bilhão de euros para produzir álcool, segundo informações do sindicato de produtores daquele país, divulgadas ontem pelo Valor. Atualmente, a produção européia de etanol chega a 2,5 bilhões de litros por safra. Mas uma verdadeira revolução está ocorrendo no continente, ao mesmo tempo em que a Comissão Européia aumenta a pressão para limitar a entrada do etanol brasileiro naquele mercado.

Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, exaltaram, durante pronunciamentos no fórum, o papel do Brasil como disseminador da tecnologia para suprir os carros do planeta com um combustível limpo.

Furlan afirmou que a América Latina está bem posicionada para tornar-se líder mundial em bicombustíveis e na produção de energias renováveis. Ele contou que está de viagem marcada para o Japão esta semana para discutir iniciativas na área de bicombustíveis. "Pode haver possibilidade de joint ventures", afirmou.



Fonte: Valor Econômico
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