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Etanol

Etanol brasileiro pode conquistar espaço até no Oriente Médio

19/09/2007 | 00h00
O Brasil poderá começar a exportar etanol para o Oriente Médio, pelo menos para os países da região que não contam com as abundantes reservas de petróleo. O governo da Jordânia e empresários já informaram à embaixada brasileira em Amã que querem iniciar negociações para importar o biocombustível. A Jordânia conta com alguns dos vizinhos com maiores recursos energéticos do mundo, como o Iraque e Arábia Saudita. Seu território, porém, não conta com reservas de petróleo, situação similar no Líbano e Israel, que também procuram desenvolver alternativas. Por isso, o governo de Amã quer diversificar sua matriz energética e ainda aproveitar para adotar práticas menos poluentes.

"Estamos todos buscando alternativas", afirmou Mahmoud Hammad, professor da Universidade da Jordânia em Amã e especialista em energias alternativas no Oriente Médio. Nos próximos meses, o governo deverá adotar uma lei que exigirá que os combustíveis contenham 10% de etanol. No Líbano, o déficit na conta corrente do país explodiu nos últimos meses diante do preço do petróleo. A situação da Jordânia depois da guerra no Iraque é ainda pior. O país não conta mais com o abastecimento de petróleo subsidiado do vizinho e a pressão inflacionária já gera protestos. "A chance de uma política de combustíveis alternativos funcionar existe. Mas a iniciativa precisa ser seguida de publicidade para incentivar proprietários de carros a adquirir motores flex fuel", disse o professor.

Já há empresários interessados em investir no setor do etanol. A empresa Petrojd Engineering é uma das que já prevê lucros nesse mercado e espera importar 150 mil litros por dia do Brasil uma vez que a lei na Jordânia seja aprovada. A empresa presta serviços no setor petroleiro e faz parte do grupo Munir Sukhtian, que já conta com uma usina de etanol na Jordânia. A produção, porém, é destinada para o setor de bebidas.

"Temos uma grande chance de cooperar na área de combustíveis", afirmou o embaixador do Brasil em Amã, Antônio Carlos Coelho da Rocha. Ele já informou à Petrobras dos objetivos jordanianos e espera para os próximos meses reuniões entre a empresa e o governo local.

Em outros países da região que também não contam com o petróleo, a busca por alternativas aponta para os biocombustíveis. Em Israel, empresas investem em usinas no Leste Europeu para garantir um futuro abastecimento. É o caso da Israel Corp, com mais de US$ 132 milhões em investimentos na região. Mas a grande aposta é mesmo o biocombustível de alga. A empresa Seambiotic já desenvolve uma fazenda piloto no mar para tentar tornar o combustível acessível.

Fonte: DCI

Fonte: DCI
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