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Rio Oil & Gas

Estrangeiros sinalizam melhoria de cenário no Brasil

05/10/2004 | 00h00
O mercado brasileiro de petróleo começa a superar, aos poucos, o estigma de segmento com alto risco para investimento, do ponto de vista do empresário estrangeiro. Pelo menos no que depender do discurso apresentado no segundo dia da Rio Oil & Gas por executivos de grandes operadoras internacionais, como a texana El Paso Energy e anglo-holandesa Shell. Enquanto a primeira classifica o Brasil como prioridade no mundo, fora dos Estados Unidos, a Shell, que promove uma histórica reestruturação de ativos, deverá manter no upstream do Brasil uma fatia dos US$ 45 bilhões previstos para os próximos três anos em investimentos.
O presidente da divisão de Exploração e Produção da El Paso, Ric Barton, anunciou para o próximo ano desembolsos de US$ 40 milhões em 2005 e 2006, apenas para colocar em produção, em 2007, o campo de Lagosta (antigo BS-1), na Bacia de Santos. Para atividades de exploração e sísmica, estão previstos para o próximo ano desembolsos de outros US$ 50 milhões.
O vice-presidente de Relações Institucionais da El Paso, Roberto Almeida, revelou que, por ser mais simples, o desenvolvimento do campo de Lagosta permitirá sua entrada em produção em 2007. Isso porque, segundo ele, será possível utilizar parte da infra-estrutura já instalada do campo de Merluza, da Petrobras, localizado a 5 Km de Lagosta. Um acordo entre as empresas possibilitou a adoção de tal estratégia, segundo Almeida.
Já a Shell, que continuará a se desfazer de ativos em todo o mundo, deverá permanecer no Brasil, pelo menos na área de exploração e produção. O diretor de Exploração e Produção da empresa, John Haney, não quis adiantar se a companhia realmente venderá sua rede de distribuição de postos no Brasil, mas sinalizou satisfação com a evolução dos rumos regulatórios do país.
Como exemplo, Haney citou a decisão do governo federal de estender o prazo do Repetro para depois de 2010. Além disso, acrescentou, exaltou as decisões do Tribunal de Contas da União (TCU), em agosto, que ratificou o alongamento dos prazos de concessão de algumas áreas exploratórias, permitido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A companhia, que investiu US$ 1,2 bilhão desde o início desta década na área de E&P do Brasil, deverá destinar ao Brasil, que disputa com outros países uma parcela dos recursos previstos para os próximos três anos. Neste aspecto, não só o ambiente regulatório, como também o domínio da tecnologia de águas profundas pelo país são fatores que contribuem para a continuidade dos investimentos no país.

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