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Preços

Estoque dos EUA derruba preço do petróleo

28/10/2004 | 00h00

O preço do petróleo caiu ontem nas bolsas de Londres e Nova York com fortes vendas que seguiram a divulgação de aumento maior que o esperado nos estoques americanos. O contrato do tipo WTI para entrega em dezembro caiu US$ 2,67, para 52,46 o barril, após ter recuado para US$ 52,10 durante a sessão - o menor preço das últimas duas semanas. O tipo Brent, negociado em Londres, fechou cotado em US$ 49,45, com baixa de US$ 2,11.
Os estoques de petróleo e de gasolina subiram na semana passada nos Estados Unidos, segundo relatório divulgado pela Administração de Informação de Energia (AIE). Segundo a agência de estatística, os estoques de petróleo aumentaram em 4 milhões para 283,4 milhões de barris, enquanto os de gasolina subiram em 1,3 milhão para 201,2 milhões de barris.
Já os estoques de óleo de aquecimento caíram em 600 mil barris, para 48,9 milhões de barris, em meio a permanente preocupações com o aumento da demanda com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte, quando a demanda pelo produto aumenta. Os estoques de derivados caíram 2,4 milhões de barris para 116,6 milhões.
O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Purnomo Yusgiantoro, disse que os Estados Unidos deveriam utilizar suas reservas emergenciais de petróleo, uma vez que os países-membros da organização estão próximos de sua capacidade produtiva máxima. Ao produzir perto de seu limite, a Opep tentou, sem sucesso, reduzir os preços do petróleo, que alcançaram seu recorde.
O pedido aumenta a pressão sobre o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para que faça uso da reserva estratégica, criada após o embargo às exportações de petróleo por parte dos países árabes na década de 1970. O secretário-geral em exercício da Opep, Maizar Rahman, disse na terça-feira, em Moscou, que os preços do petróleo podem disparar para US$ 80 o barril porque os países-membros dispõem de pouca capacidade ociosa para compensar as interrupções do abastecimento.
A solicitação da Opep "coloca os EUA na berlinda", disse Dariusz Kowalczyk, estrategista-sênior para o setor de investimentos da CFC Securities de Hong Kong. "Esse pedido também destaca a falta de controle da Opep sobre os preços do petróleo bruto."
A postura de Purnomo marca uma reviravolta para a Opep, que há anos vem dizendo aos EUA que suas reservas não deveriam ser utilizadas para reduzir os preços do petróleo. O governo do presidente Bush dos EUA concordou em liberar uma quantidade limitada de petróleo das reservas emergenciais para compensar a escassez gerada pelo Furacão Ivan.



Fonte: Valor Econômico/ag.
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