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Setor elétrico

Este é o maior salto na demanda desde o racionamento

06/08/2004 | 00h00

O consumo de energia no país em 2004 deverá crescer 4,6%, segundo projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão que centraliza toda a demanda e a oferta nacional de energia. Este é o maior salto na demanda elétrica anual desde o racionamento de energia elétrica em 2001, quando os patamares de consumo voltaram aos níveis de 1999. De janeiro a julho, o aumento da demanda projetada pelo ONS foi de 4,1%, e o crescimento verificado de fato foi de 3,8%.
Segundo autoridade do ONS, essa diferença de apenas 0,3 ponto percentual entre a demanda prevista e a verificada no primeiro semestre é considerada "bastante aderente" para os padrões de medição. Mesmo com o salto no consumo, há energia suficiente no país para aguentar um crescimento anual da demanda de energia de até 6,4% a cada ano até 2007, levando-se em consideração um crescimento de até 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) anual, segundo o ONS.
Mesmo com este cenário de retomada, os riscos de déficit de energia no país não ultrapassam 2% até 2007, nível inferior ao critério de segurança estabelecido pelo órgão, de 5% de risco.
A partir de 2008, porém, a possibilidade de que ocorra uma demanda maior de que a oferta sobe para 5,5% no Nordeste e 6,4% no Norte do país, ultrapassando os critérios de segurança. No Sudeste, o risco permanece baixo em 2008, de 2,6%. Nas vésperas do racionamento de energia, em 2001, o risco de déficit chegou a 15%.
Segundo o ONS, mesmo sem a entrada de novos investimentos, é possível confirmar a segurança do abastecimento nos próximos dois anos, só por conta dos atuais níveis de armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas. A garantia é dada mesmo em caso de uma seca recorde em 2005.
Neste ano as chuvas foram generosas e a região Sul tem hoje 85% de armazenamento de água, 70% acima da chamada "curva de aversão ao risco". No Sudeste o armazenamento está em 80% e no Nordeste em 89%. Na região Norte não há um cálculo de curva de aversão ao risco porque apenas um reservatório é controlado: o de Tucuruí.
As projeções do ONS no cálculo da oferta ao longo dos próximos anos levam em consideração a produção de apenas 21 usinas hidrelétricas de um total de 45 projetos que já foram outorgados à iniciativa privada.
Estas usinas, segundo o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estão com o cronograma de licenciamento ambiental em fase adiantada. As outras 24 hidrelétricas são classificadas como "alto grau de complexidade ambiental" e não foram consideradas nos cálculos do ONS.
O estoque de megawatts destes 45 projetos é de 13.037 MW, sendo que as 21 hidrelétricas encaminhadas somam 7.998 MW (61,3%), enquanto os 24 projetos emperrados totalizam 5.039 MW (38,7%). Segundo o órgão, 96% dos 21 projetos hidrelétricos em andamento entram em operação até 2006. A partir de 2008, praticamente nenhum novo projeto está programado para produzir nova energia no sistema, daí o sensível aumento do risco de déficit a partir desta data.
A fonte do ONS afirma que, em um caso excepcional de entrave dos projetos hidrelétricos, o órgão - e o governo - contam ainda com as seguintes alternativas: térmicas do Programa Prioritário de Termoeletricidade (PPT), que somam outros 3.640 MW viáveis, e com a adesão ao sistema nacional das usinas emergenciais bancadas pelo seguro anti-apagão. Segundo a fonte, alguma destas usinas já estão se adaptando para passar a consumir gás natural em vez de óleo combustível, para serem mais competitivas.
Uma outra possibilidade considerada são as usinas do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa), que totalizam outros 3.300 MW de fonte eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. O programa, no entanto, está com o cronograma atrasado e tem contestações judiciais.
Se, ainda assim a oferta estacionar diante da demanda, uma última possibilidade é a construção de termelétricas "a toque de caixa", segundo o executivo. Mas ele lembra que a produção destas usinas é mais cara, o que elevaria consideravelmente os preços do insumo no país.
A fonte lembrou, no entanto, que as previsões de consumo e demanda em um horizonte de cinco anos não são exatas. "Lidamos com água. Já não chove no Nordeste há três semanas e, de repente, tudo muda".
Para ele, é necessário que o governo promova a licitação de novos projetos que entrem em operação a partir de 2009 no próximo ano, já que uma hidrelétrica de médio porte leva aproximadamente cinco anos para ficar pronta. Ontem, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, admitiu risco de falta de energia para depois de 2007 caso não sejam resolvidos os problemas de licenciamento ambiental para um total de 41 usinas, 17 que ainda serão licitadas e 24 projetos antigos ainda pendentes.



Fonte: Valor Econômico
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