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Petrobras

Estatal prevê investimento recorde de R$ 38 bi em 2006

21/02/2006 | 00h00

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou ontem que a companhia vai investir R$ 38 bilhões em 2006. O resultado supera o volume de investimentos do ano passado, de R$ 25,7 bilhões e que havia sido recorde. Segundo o presidente da estatal, os investimentos vão garantir a sustentabilidade da auto-suficiência na produção de petróleo.

Segundo o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, os investimentos deverão seguir a mesma tendência verificada no plano de negócios da companhia, que prevê a aplicação de 60% do valor total na área de exploração e produção. O plano de negócios da companhia (atualmente em revisão) prevê investimentos da ordem de US$ 56,4 bilhões no período de 2006-2010.

"Nós aumentamos os nossos investimentos em exploração de novas áreas. Uma indústria de petróleo que não tem áreas de exploração é uma indústria de petróleo que tende a definhar", afirmou Gabrielli. As reservas da Petrobras cresceram 2% em 2005. O percentual de reposição de reservas chegou a 30%.

Segundo Gabrielli, os investimentos serão aplicados no desenvolvimento imediato da produção, na viabilização do crescimento da produção futura e na consolidação da auto-suficiência, que será consolidada este ano com a entrada em operação da plataforma P-50, em Albacora Leste, com capacidade de produção de 180 mil barris/dia. Em 2006, a produção de petróleo no Brasil da Petrobras deve crescer 13,4% e alcançar uma média de 1,910 milhão de barris/dia com a entrada em operação da P-50, da P-34, com capacidade de produção de 60 mil barris/dia, de Golfinho, no FPSO Capixaba (navio plataforma) com capacidade de produção de 100 mil barris/dia no segundo semestre e de Piranema, com capacidade de produção de 20 mil barris/dia em outubro. Golfinho e Piranema vão produzir óleo leve, o que vai mudar o perfil de importação da Petrobras.

Superávit

A Petrobras produz óleo pesado, que tem um desconto em relação ao preço do Brent. Tradicionalmente, a companhia exporta óleo pesado e importa óleo leve. Com a entrada dos novos projetos, a companhia deverá reduzir as importações de óleo leve e aumentar as exportações de óleo pesado. A estatal deverá alcançar pela primeira vez um saldo positivo na sua balança comercial em 2006. A expectativa da companhia é de um superávit de US$ 3 bilhões.

Gabrielli destacou também o crescimento da atuação da Petrobras na área internacional. No início de fevereiro, a companhia anunciou a compra da refinaria Pasadena, no Texas, por US$ 370 milhões da Astra Oil Trading. O plano de negócios compreende a operação conjunta e o gerenciamento comercial da refinaria. A princípio, Petrobras e Astra vão compartilhar a gestão com 50% de participação para cada um.

Nos próximos quatro anos serão feitos investimentos da ordem de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões para adaptar a refinaria para o processamento de óleo pesado. Ao final, ela vai processar 70% de sua capacidade (de 100 mil barris/dia) em petróleo pesado. Após os investimentos, a Petrobras quer aumentar sua participação no negócio para 70%.



Fonte: Correio Braziliense
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