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Refino

Estatal busca acordo com refinarias nos EUA

08/12/2004 | 00h00

A Petrobras estuda fazer acordos com refinarias dos Estados Unidos e do Caribe para processar óleo pesado exportado do Brasil. A estratégia permitiria agregar valor à produção vendendo gasolina e óleo diesel ao invés de petróleo. "Quanto mais agregarmos valor, melhor será a realização em termos da exportação de derivados", disse o diretor da área internacional da estatal, Nestor Cerveró. Com os acordos, a empresa busca reduzir o volume de óleo pesado disponível no mercado.
Hoje, esse tipo de petróleo é vendido com desconto em relação às cotações de referência do mercado internacional. A Venezuela que, assim como o Brasil, é produtora de óleo pesado, já tem nove refinarias no exterior, disse Cerveró. Ele fez a referência para ilustrar que estratégias semelhantes à da Petrobras são aplicadas por outras empresas do setor há muito tempo. "O ideal seria ter uma posição mais ousada em refino fora do país, mas existem entraves que não permitem à empresa atuar dessa forma", admitiu Cerveró.
Ele falou para empresários em almoço da Câmara de Comércio Americana, no Rio. O diretor da estatal explicou que o fator limitante é a necessidade da Petrobras de suprir o mercado brasileiro, direcionando seus investimentos, prioritariamente, para projetos no Brasil. Ele lembrou que 86% dos US$ 53,6 bilhões previstos no plano de investimentos da Petrobras para o período 2004-2010 serão realizados no país e 14% no exterior.
Ele também adiantou que a empresa está começando a revisar os números do plano, trabalho que será concluído até março de 2005. E previu que haverá aumento dos valores a serem investidos pela estatal nos próximos cinco anos. Na área externa, a média de investimentos previstos no plano é de cerca de US$ 1,1 bilhão por ano, o que supera os US$ 7,5 bilhões no período.
A maior parte dos recursos será destinada à América Latina, com as atividades de exploração e produção de petróleo recebendo 80% do total. A Petrobras tem planos de aumentar sua presença no México e na Venezuela. No México, a estatal brasileira já tem contrato de prestação de serviço com a Pemex, pelo qual opera dois blocos, atendendo à demanda crescente por gás natural naquele país. "A idéia é estender a produção ao Golfo mexicano", disse Cerveró.
Cerveró acrescentou que a estatal está concluindo acordos com a PDVSA e com o governo venezuelano para explorar petróleo em áreas off shore na Venezuela. Iniciativa semelhante deverá ocorrer na Argentina, onde a empresa irá investir em exploração em águas profundas com a Repsol. Outra prioridade na América do Sul é a Colômbia, onde consórcio formado por Petrobras, Ecopetrol e Exxon recebeu licença para iniciar, em 2005, a exploração de um bloco com área equivalente à metade da extensão da Bacia de Campos.
Em Cuba, a estatal aguarda autorização do governo para iniciar projeto de construção de unidade de produção de lubrificantes, com investimento de cerca de US$ 40 milhões, em parceria com a PDVSA e com a estatal cubana Cupet. Para o ano que vem, a Petrobras também aguarda a abertura de licitações para exploração e produção na Líbia e na Argélia. Na África, a estatal já atua em Angola e na Nigéria e, este ano, assinou contrato com o Irã, o que lhe permitirá voltar a operar no Oriente Médio em 2005.



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