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Petrobras

Estatal anuncia diesel menos poluente e repasse de preço ao consumidor final

05/11/2008 | 10h04

O diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, anunciou nesta terça-feira (4), em entrevista coletiva, que a estatal vai fornecer diesel com menor teor de enxofre para as frotas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
 

A decisão é fruto de acordo firmado com o Ministério Público Federal de São Paulo, no último dia 30, e implica no fornecimento para as duas cidades, já a partir de janeiro de 2009, do diesel S-50 (que tem 50 ppm – partes por milhão de enxofre), percentual menor do que o atualmente fornecido, que é o S-500 (com 500 partes por milhão de enxofre) e que é utilizado atualmente nas regiões metropolitanas do país.
 

A decisão, no entanto, pesará diretamente sobre o bolso do consumidor, pois o produto, que terá que ser importado em sua maior parte, custará em média 10% mais caro do que o que é atualmente fornecido pela estatal brasileira.
 

"Como o diesel S-50 tem um valor comercial maior que o diesel S-500, ele também vai ter um preço diferenciado, pois custará mais caro para nós e não temos como fornecê-lo sem repassar a diferença para o consumidor final”, afirmou Costa.
 

Segundo o diretor da Petrobras, o cronograma da empresa prevê que, já a partir de maio do próximo ano, o diesel S-50 também estará disponível para toda a frota de veículos das regiões metropolitanas de Fortaleza (CE), Recife (PE) e Belém (PA).


A partir de agosto de 2009, o diesel S-50 estará disponível para as frotas cativas de ônibus urbanas de Curitiba (PR). Já em janeiro de 2010 será a vez das frotas de Porto Alegre (RGS), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA), além das regiões de São Paulo, Rio de Janeiro, Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos.


Segundo a Petrobras, a  Resolução  315/2002 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) estabelece  novos  limites  de  emissões  para os veículos pesados a diesel produzidos  a partir de janeiro de 2009, que deveriam ter tecnologia P-6.
 

No  acordo, a Petrobras se compromete, “de forma participativa”, a fornecer o diesel  S-50  mesmo  sem  a disponibilização do motor diesel P-6 no mercado brasileiro,  em um cronograma definido sob orientação do Ministério do Meio Ambiente.
 

O  acordo foi firmado no Ministério Público Federal, entre Petrobras, Instituto  Brasileiro  de  Meio  Ambiente  e  Recursos  Renováveis (IBAMA), Agência   Nacional  de  Petróleo,  Gás  Natural  e  Biocombustíveis  (ANP), Fabricantes  de  Veículos,  Fabricantes  de Motores, Associação Nacional de Fabricantes  de Veículos Automotores (Anfavea) e Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb, ligada à Secretaria do Meio  Ambiente  do  Governo  de  São Paulo).


Segundo Paulo Costa, com o acordo, a emissão de poluentes cairá entre 5% e 10% sem os motores do tipo P-6, mas quando o diesel for aplicado nesses motores - o que só acontecerá a partir de 2012 - a emissão de poluentes cairá 70%.
 

Costa esclareceu ainda que a estatal vem investindo na construção de 12 unidades de tratamento de diesel em suas refinarias, que estarão prontas entre 2010 e 2011.
 

“Até lá, o diesel S-50 será importado, o que impactará na balança comercial da companhia, já que o combustível é mais caro. E essa diferença de preços terá, sim, que ser repassado para o consumidor final”, reafirmou o diretor 
 

O novo acordo prevê ainda que a partir de 2013 a petrolífera brasileira dará início a comercialização no país do diesel S-10 (10 partes por milhão de enxofre). A previsão inicial era de que o combustível com essa especificação só começasse a ser introduzido no mercado a partir de 2016.



Fonte: Agência Brasil
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