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Gasene

Estatal antecipa a construção do gasoduto ligando Sudeste e Nordeste

09/05/2006 | 00h00

A crise do gás na Bolívia está pressionando a Petrobras a retomar obras que possibilitem a exploração e o transporte das reservas nacionais de gás natural. O projeto de construção do Gasoduto Sudeste Nordeste (Gasene), interrompido no ano passado por desentendimentos entre a estatal e os fornecedores por questões de preço, está de novo dentre as prioridades da Petrobras.

A estatal antecipará a construção do último e maior trecho do Gasene. O vencedor da licitação do trecho que liga Cacimbas (ES) a Catu (BA), maior parte do Gasene, com 765 km, será conhecido nos próximos dias, disse ao Valor o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer. "A abertura dos envelopes ocorrerá entre os próximos dias 10 e 20".

A chinesa Sinopec International Petroleum está coordenando essa licitação internacional, que já tem pelo menos 14 interessados. O gasoduto está orçado em US$ 1 bilhão, mas há o esforço da Petrobras em diminuir esse valor.

Aliás, a construção do Gasene, prevista para ter início no ano passado, foi suspensa por desentendimentos entre a Petrobras, a chinesa Sinopec e fornecedores por questões de preço. O orçamento inicial era de US$ 1,2 bilhão, no início de 2004. No fim do mesmo ano passou para US$ 1,5 bilhão e chegou a US$ 2,294 bilhão em meados de 2005. A justificativa para valor do orçamento dobrar no período foi a variação do preço do aço, que subiu em mais de 100% em pouco mais de um ano. Os tubos de aço representam cerca de um terço do custo total das obras do gasoduto.

O novo projeto do Gasene está orçado em US$ 1,6 bilhão pela Petrobras. Três trechos compõem a obra: o primeiro, que sai do Rio de Janeiro e vai até a capital do Espírito Santo, com 300 quilômetros, foi assinado entre a Sinopec e a Petrobras há duas semanas. O contrato com os chineses tem o valor de US$ 239 milhões, mas o orçamento total do trecho está previsto em US$ 450 milhões. A parte seguinte do Gasene, que vai de Vitória a Cacimbas, com 125 quilômetros de extensão, já está em construção por uma empreiteira argentina e o investimento é de US$ 120 milhões.

A última e mais importante parte, o trecho que vai até a Bahia, foi o que teve o processo de licitação antecipado pela Petrobras.

No primeiro contrato feito entre a Petrobras e a Sinopec para a construção do Gasene, os chineses se associaram a um consórcio integrado pelas empreiteiras Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht, OAS, Etesco e o consórcio GDK/Conduto, chamado Brasil Group, para tocar as obras. Mas no mercado comenta-se que a contratação desse grande número de empreiteiras só ajudou a elevar o preço da obra. O financiamento seria do China Eximbank. A Petrobras cancelou esse acordo ano passado

O Gasene é essencial para uma estratégia de interligação nacional de rede de gasodutos pelas regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Essa infra-estrutura poderá levar a produção nacional para qualquer mercado consumidor do país (exceção do Norte). Essa rede será interligada ao Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).



Fonte: Valor Econômico
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