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Empresas

Estaleiro gaúcho é exemplo de excelência

10/09/2012 | 11h46

 

Ilha de excelência em um setor que tem se caracterizado por atrasos em obras e pelo descumprimento de prazos contratuais firmados com as petroleiras, o Estaleiro Rio Grande, no extremo sul brasileiro, começou a produção em série de oito plataformas para a exploração do pré-sal da Bacia de Santos.
Simultaneamente, o Rio Grande, arrendado pela Petrobras por dez anos ao Grupo Engevix, conclui a plataforma semissubmersível P-55. Em fase final de construção após o sucesso da junção do casco com o módulo superior, a P-55 passa por obras de expansão, com a criação de um segundo estaleiro, destinado à fabricação de sondas. O estaleiro integra o Polo Naval de Rio Grande, cidade histórica a cerca de 350 km de Porto Alegre e a pouco mais de 200 km de Chuí, cidade mais ao sul do território brasileiro, já na fronteira com o Uruguai.
Chamadas de replicantes, as oito plataformas flutuantes (FPSOs) foram concebidas de acordo com projetos de simplificação e padronização de equipamentos preconizados pela Petrobras para agilizar e baratear os custos bilionários. Os seis contratos firmados até agora para a fabricação dos FPSOs somam US$ 4,5 bilhões. A montagem dos blocos de duas plataformas já começou, ao lado do dique seco onde são realizados os complementos da P-55. O cronograma da Petrobras prevê que a primeira replicante ficará pronta em julho do ano que vem. A oitava, em janeiro de 2016.
As oito FPSOs (cada unidade é capacitada para produzir, armazenar e transferir petróleo e gás) serão empregadas nos blocos BM-S-9 e BM-S-11, operados pela Petrobras na área do pré-sal da Bacia de Santos (litoral sul do Estado do Rio e norte de São Paulo).
O boom da indústria naval em Rio Grande - cidade com 198.051 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - começou em 2005, com o início da construção pelo consórcio Quip (sociedade empresarial capitaneada pela companhia Queiroz Galvão) dos módulos da plataforma P-53. Até então, o município gaúcho definhava economicamente, com indústria, pecuária e agricultura pouco expressivas.
"Não havia nada aqui neste sentido. Havia, sim, uma descrença muito grande quanto a termos em Rio Grande uma indústria naval e offshore. Achavam que era uma oportunidade de momento", rememora Edmilson de Medeiros, o gerente da Petrobras encarregado da P-53 e, posteriormente, da P-55.
A partir do sucesso da P-53, o governo federal decidiu construir um estaleiro moderno no litoral do Rio Grande do Sul. Atraída pela possibilidade de progresso da indústria naval na região, a companhia WTorre venceu a licitação e ergueu o Estaleiro Rio Grande, que ficou pronto em setembro de 2010. A empresa arrendou-o e, depois, o vendeu.
O problema de falta de mão de obra qualificada na área levou à criação de cursos especializados. A Engevix já treinou 700 profissionais de categorias como soldadores, montadores de estruturas, caldeireiros, operadores de maçarico, encanadores e pintores industriais. O grupo estima que chegará ao final deste ano com 3,2 mil empregados e, em 2013, com 5 mil. Para cargos estratégicos de engenharia e gestão, desenvolveu com a Universidade do Vale de Rio dos Sinos (Unisinos) um MBA voltado à indústria naval.

Ilha de excelência em um setor que tem se caracterizado por atrasos em obras e pelo descumprimento de prazos contratuais firmados com as petroleiras, o Estaleiro Rio Grande, no extremo sul brasileiro, começou a produção em série de oito plataformas para a exploração do pré-sal da Bacia de Santos.


Simultaneamente, o Rio Grande, arrendado pela Petrobras por dez anos ao Grupo Engevix, conclui a plataforma semissubmersível P-55. Em fase final de construção após o sucesso da junção do casco com o módulo superior, a P-55 passa por obras de expansão, com a criação de um segundo estaleiro, destinado à fabricação de sondas. O estaleiro integra o Polo Naval de Rio Grande, cidade histórica a cerca de 350 km de Porto Alegre e a pouco mais de 200 km de Chuí, cidade mais ao sul do território brasileiro, já na fronteira com o Uruguai.


Chamadas de replicantes, as oito plataformas flutuantes (FPSOs) foram concebidas de acordo com projetos de simplificação e padronização de equipamentos preconizados pela Petrobras para agilizar e baratear os custos bilionários. Os seis contratos firmados até agora para a fabricação dos FPSOs somam US$ 4,5 bilhões. A montagem dos blocos de duas plataformas já começou, ao lado do dique seco onde são realizados os complementos da P-55. O cronograma da Petrobras prevê que a primeira replicante ficará pronta em julho do ano que vem. A oitava, em janeiro de 2016.


As oito FPSOs (cada unidade é capacitada para produzir, armazenar e transferir petróleo e gás) serão empregadas nos blocos BM-S-9 e BM-S-11, operados pela Petrobras na área do pré-sal da Bacia de Santos (litoral sul do Estado do Rio e norte de São Paulo).


O boom da indústria naval em Rio Grande - cidade com 198.051 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - começou em 2005, com o início da construção pelo consórcio Quip (sociedade empresarial capitaneada pela companhia Queiroz Galvão) dos módulos da plataforma P-53. Até então, o município gaúcho definhava economicamente, com indústria, pecuária e agricultura pouco expressivas.


"Não havia nada aqui neste sentido. Havia, sim, uma descrença muito grande quanto a termos em Rio Grande uma indústria naval e offshore. Achavam que era uma oportunidade de momento", rememora Edmilson de Medeiros, o gerente da Petrobras encarregado da P-53 e, posteriormente, da P-55.


A partir do sucesso da P-53, o governo federal decidiu construir um estaleiro moderno no litoral do Rio Grande do Sul. Atraída pela possibilidade de progresso da indústria naval na região, a companhia WTorre venceu a licitação e ergueu o Estaleiro Rio Grande, que ficou pronto em setembro de 2010. A empresa arrendou-o e, depois, o vendeu.


O problema de falta de mão de obra qualificada na área levou à criação de cursos especializados. A Engevix já treinou 700 profissionais de categorias como soldadores, montadores de estruturas, caldeireiros, operadores de maçarico, encanadores e pintores industriais. O grupo estima que chegará ao final deste ano com 3,2 mil empregados e, em 2013, com 5 mil. Para cargos estratégicos de engenharia e gestão, desenvolveu com a Universidade do Vale de Rio dos Sinos (Unisinos) um MBA voltado à indústria naval.

 



Fonte: Agência Estado
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