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Energia

Estado luso deve promover energia renovável, diz cientista

21/12/2009 | 09h15
O Estado português deve aumentar os incentivos aos consumidores que aproveitarem os recursos existentes para produzir energias renováveis, afirmou, em entrevista à Agência Lusa, o diretor do Centro de Pesquisa em Engenharia Biológica da Universidade do Minho, Manuel Mota.


"É necessário fazer-se mais para incentivar os consumidores a utilizar, em nível doméstico, a energia fotovoltaica, através de conversores, para produzir água quente", disse Mota, defendendo que o "Estado deve aumentar os incentivos a formas de autoprodução de energias renováveis".


Estes incentivos, destacou, permitem generalizar o uso de conversores solares térmicos e da energia geotérmica existente no subsolo.


Mencionando a promessa feita pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, na Conferência de Copenhague, de diminuir em 30% a emissão de gases poluentes, Mota, especialista na área, defendeu que a geotermia doméstica ainda está pouco desenvolvida em Portugal, e precisa de medidas estatais de estímulo.


"Este método reside no aproveitamento da temperatura estável do subsolo para fazer um pré-condicionamento do ar nos edifícios", disse, explicando que se coloca uma tubulação no subsolo, o qual aspira o ar para os prédios, aquecendo-os, já que, no Inverno, o ar, a três metros de profundidade, está à temperatura de 16 graus Celsius.


Ele ressaltou que o aproveitamento da estabilidade térmica do subsolo, muito usada já nos países nórdicos, na Suíça e na Alemanha, pode e deve ser usada em especial nos grandes prédios de habitação ou nos centros comerciais.


"Quando se faz um parque de estacionamento subterrâneo faz-se, também, tubulações de ventilação do prédio e a poupança é tal que o investimento fica pago em menos de um ano e meio", destacou.


O diretor do centro de pesquisa reconheceu que "tem sido feito algo no domínio dos incentivos à produção doméstica" e citou o caso do sucesso obtido na área da iluminação, com a substituição das lâmpadas incandescentes pelas de baixo consumo.


Para ele, a economia energética em Portugal ainda tem de passar pelo investimento em sistemas de isolamento corretos, que permitem ganhos de 15% e um retorno em menos de seis meses.


Fonte: Agência Lusa
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