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Refino

Especialistas questionam excesso de projetos de refinarias

19/10/2004 | 00h00
Embora os últimos meses tenham sido pródigos em anúncios de novas refinarias no país, alguns dos principais analistas do setor questionam a viabilidade de projetos em um segmento que, no mundo todo, apresenta excesso de capacidade instalada e margens reduzidas de rentabilidade. Esses especialistas advertem que empreendimentos como a refinaria que o governo do Espírito Santo negocia com a Arabian Golf Oil (Agol) e que os governos do Rio e Pernambuco negociam com a Petroleos de Venezuela S.A (PDVSA) têm poucas chances de sucesso econômico e, por isso, dificilmente sairão do papel.
Para o consultor Jean Paul Prates, da Expetro Internacional, por mais que o refino represente, hoje, um dos gargalos para o abastecimento do mercado americano, as comprimidas margens de lucro do segmento ainda lançam dúvidas quanto à viabilidade econômico de novos empreendimentos. Com opinião semelhante à do consultor da Expetro, o professor Edmar Almeida, do Grupo de Energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acrescenta obstáculos técnicos a esse tipo de projeto.
Almeida lembra que a economicidade de empreendimentos na área de refino está estreitamente vinculada à proximidade da unidade processadora com o mercado consumidor. Dessa forma, tanto a refinaria da Agol quanto a negociada pelo governo do Rio com a PDVSA, que são voltadas para os mercados americano e chinês, apresentariam baixo potencial de retorno econômico.
Mesmo as refinarias que eventualmente venham a ser construídas para abastecer o mercado brasileiro, com objetivo de atender ao projetado crescimento da produção petrolífera do país, tendem a ter sua economicidade ameaçada. Embora um estudo da Agência Nacional do Petróleo (ANP) identifique a necessidade de construção de uma nova refinaria no Brasil, para operar na próxima década, Prates lembra que o trabalho não levou em consideração fatores como a entrada no mercado do biodiesel, que será produzido a partir de insumos naturais como óleo de mamona.
Tal fato, segundo o consultor, precisa ser acompanhado de perto pelo setor, uma vez que poderá contribuir para diminuir a demanda por óleo diesel. Caso essas avaliações não venham a se confirmar, no entanto, Prates afirma que a região Nordeste, que já apresenta dificuldades de abastecimento, seria a única região do país realmente necessitada de uma nova unidade refinadora.
Mesmo nesse caso, tanto Prates quanto Almeida advertem que tais empreendimentos só poderão tornar-se viáveis no país quando o governo definir uma política transparente de preços dos derivados. Sem isso, alertam, os preços continuarão ditados pela Petrobras. O professor da UFRJ afirma que a definição de uma política de preços será necessária até mesmo viabilizar parcerias com a Petrobras.
Almeida justifica que atuais parceiros como a hispano-argentina Repsol-YPF, que detém participação na refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, encontram-se insatisfeitas com a disposição da Petrobras de segurar os preços internos de derivados como gasolina e diesel, uma vez que isso afeta a rentabilidade do negócio no refino. Por conta dessa disposição, executivos dos grupos Ipiranga e Peixoto de Castro advertem que as refinarias privadas do país estão inviabilizadas economicamente.

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