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Etanol

Escassez global abre espaço para fim de barreiras

11/01/2011 | 09h38
O mercado mundial de etanol pode experimentar escassez em 2011. Oferta restrita do produto no Brasil e preços mais atrativos no mercado interno americano devem limitar os embarques do biocombustível pelos dois maiores exportadores mundiais, conforme o presidente da Associação Internacional de Comércio de Etanol (IETHA), Tarcilo Rodrigues.


Após exportar 4,2 bilhões de litros na safra 2008/09, o Centro-Sul do Brasil reduziu os embarques para 1,5 bilhão de litros nesta safra 2010/11, que está em fase final, mesmo nível previsto por Rodrigues para o ciclo 2011/12. Com o real valorizado e pouca oferta para exportar grandes volumes, o Brasil perdeu espaço para etanol americano em 2010, que atendeu inclusive muitos clientes brasileiros.


Segundo a Renewable Fuel Association (RFA), associação que representa as usinas de etanol nos EUA, os embarques americanos do biocombustível em 2010 estão estimadas entre 1,2 bilhão a 1,3 bilhão de litros, um novo recorde. Mas isso não deve se repetir em 2011, afirma Rodrigues. Os embarques foram compensadores porque os preços internos do etanol nos EUA estavam baixos, o que não deve perdurar com o petróleo e o milho em alta. Ainda assim, diz, uma escassez de etanol poderia levar países desenvolvidos a derrubarem barreiras às importações.


As negociações entre Mercosul e União Europeia podem entrar em fase de troca de ofertas em março, em Bruxelas, mas ainda não há sinais de que os europeus possam vir a zerar a tarifa de importação sobre o etanol brasileiro, que sempre esteve incluído em discussões sobre cotas de exportação para aquele mercado. E a prática na UE é manter uma tarifa mínima, sob a alegação de que é preciso cobrir custos administrativos dessa cota.


À "Agência Brasil", o representante da UE no Brasil, embaixador português João José Soares Pacheco, disse que até 2020 os combustíveis usados em automóveis no bloco europeu deverão ter pelo menos 10% de fontes renováveis e que, com isso, a UE terá de importar. "Não conseguimos competir com o etanol produzido a partir de cana no Brasil. Nem nós nem os americanos, isso é muito claro. Portanto, vamos precisar importar". No Brasil, a mistura obrigatória de etanol na gasolina é de 25%. Amanhã, em Brasília, reunião tratará dos estoques domésticos e da necessidade, ou não, da mistura ser revista.


Pacheco lembrou que qualquer país da África onde o Brasil tem programas de implementação e expansão do plantio de cana por meio da Embrapa pode exportar para a UE sem pagar tarifa.


Fonte: Valor Econômico
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