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Geopolítica da Energia

Era do gás

22/09/2014 | 10h00

 

Desde que era conhecida como British Petroleum (o primeiro relatório foi há 63 anos), sua denominação original, a BP tenta antever o que pode acontecer no mercado mundial de energia duas décadas à frente. Aproveitando a Rio Oil & Gas, segundo evento internacional mais importante do setor, a BP trouxe semana passada ao Brasil o atual coordenador desse trabalho. Economista com carreira voltada para o mundo da energia, Mark Finley vive em Washington e é de lá que dirige um grupo de dez pesquisadores, sediado no Reino Unido. A razão de permanecer em Washington é que o maior impacto sobre a produção de hidrocarbonetos nos próximos vinte anos virá exatamente dos Estados Unidos, por conta da exploração do “shale gas” (gás de folhelho, até bem pouco tempo chamado de não convencional). No ano passado, os americanos extraíram mais gás de seu subsolo do que todo o volume produzido pelo Brasil na história da sua indústria.
O consumo e a produção continuarão expandindo-se no planeta, mas a maior parte do aumento de demanda de combustíveis até 2035 será atendida pelo gás e o carvão. Os Estados Unidos responderão por considerável parcela do gás, e a China pelo carvão (somente em 2014 os chineses vão inaugurar 100 termoelétricas!). Os americanos caminham para a desejada autossuficiência energética e tudo indica que se tornarão exportadores de gás natural liquefeito (LNG, na sigla em inglês). Em defesa da Ucrânia, o presidente Barack Obama pôde tranquilamente aplicar sanções econômicas contra a Rússia, incluindo corte nas importações de petróleo, porque tinha o respaldo do aumento da produção interna. Nas projeções da BP, Finley e sua equipe prevêem que a diferença entre os preços internacionais e os domésticos nos Estados Unidos vai diminuir, estabelecendo novo equilíbrio para a venda do gás. Avanços tecnológicos também ocorrerão para evitar danos ambientais causados pela extração do “shale gas”
O Brasil então estará fora desse cenário? Não. Em função das descobertas do pré-sal, o Brasil foi incluído pela primeira vez no relatório que a BP divulga para o mercado. Junto com Estados Unidos, Canadá e Iraque, o país será um dos responsáveis por atender ao aumento da demanda por petróleo. Exportará óleo, mas continuará importando gás, de acordo com essas previsões. Não por acaso, o Brasil faz parte dos investimentos estratégicos programados pela BP no mundo, diz o principal executivo do grupo na América do Sul, Guillermo Quintero.

Desde que era conhecida como British Petroleum (o primeiro relatório foi há 63 anos), sua denominação original, a BP tenta antever o que pode acontecer no mercado mundial de energia duas décadas à frente.

Aproveitando a Rio Oil & Gas, segundo evento internacional mais importante do setor, a BP trouxe semana passada ao Brasil o atual coordenador desse trabalho.

Economista com carreira voltada para o mundo da energia, Mark Finley vive em Washington e é de lá que dirige um grupo de dez pesquisadores, sediado no Reino Unido.

A razão de permanecer em Washington é que o maior impacto sobre a produção de hidrocarbonetos nos próximos vinte anos virá exatamente dos Estados Unidos, por conta da exploração do “shale gas” (gás de folhelho, até bem pouco tempo chamado de não convencional).

No ano passado, os americanos extraíram mais gás de seu subsolo do que todo o volume produzido pelo Brasil na história da sua indústria.

O consumo e a produção continuarão expandindo-se no planeta, mas a maior parte do aumento de demanda de combustíveis até 2035 será atendida pelo gás e o carvão.

Os Estados Unidos responderão por considerável parcela do gás, e a China pelo carvão (somente em 2014 os chineses vão inaugurar 100 termoelétricas!).

Os americanos caminham para a desejada autossuficiência energética e tudo indica que se tornarão exportadores de gás natural liquefeito (LNG, na sigla em inglês).

Em defesa da Ucrânia, o presidente Barack Obama pôde tranquilamente aplicar sanções econômicas contra a Rússia, incluindo corte nas importações de petróleo, porque tinha o respaldo do aumento da produção interna.

Nas projeções da BP, Finley e sua equipe prevêem que a diferença entre os preços internacionais e os domésticos nos Estados Unidos vai diminuir, estabelecendo novo equilíbrio para a venda do gás. Avanços tecnológicos também ocorrerão para evitar danos ambientais causados pela extração do “shale gas”.

O Brasil então estará fora desse cenário? Não. Em função das descobertas do pré-sal, o Brasil foi incluído pela primeira vez no relatório que a BP divulga para o mercado. Junto com Estados Unidos, Canadá e Iraque, o país será um dos responsáveis por atender ao aumento da demanda por petróleo. Exportará óleo, mas continuará importando gás, de acordo com essas previsões.

Não por acaso, o Brasil faz parte dos investimentos estratégicos programados pela BP no mundo, diz o principal executivo do grupo na América do Sul, Guillermo Quintero.

 



Fonte: O Globo
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