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Pré-Sal

Equipamentos podem limitar o novo plano da Petrobras

21/08/2008 | 05h14

A capacidade de conseguir plataformas e outros equipamentos necessários para o desenvolvimento dos campos do pré-sal vai nortear o novo plano de negócio da Petrobras para o período 2009-2013, que deverá ser anunciado em setembro, disse, ontem, o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

 

"A capacidade financeira não deve ser um problema, mas a capacidade física é uma dificuldade tanto a nível nacional quanto internacional", avaliou Costaantes do lançamento de uma série de investimentos da estatal no Estado do Ceará, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano estratégico da empresa deve "crescer expressivamente" em relação aos US$ 112,4 bilhões previstos entre 2008-2012, por incluir os novos e volumosos projetos da Bacia de Santos.

 

"A revisão do nosso plano estratégico está em andamento e estamos pensando em concluir agora em setembro, óbvio que o pré-sal é um investimento gigantesco, mas as outras áreas não vão ficar sem ter os investimentos necessários", afirmou o executivo.

 

Segundo Costa, seria impossível desenvolver o pré-sal, onde podem estar estocados bilhões de barris de petróleo numa extensão do Espírito Santo à Santa Catarina, se não forem desenvolvidos outros projetos da companhia, como o refino, principalmente, que irá agregar valor às grandes descobertas na costa.

 

"Não adianta aumentar a produção de petróleo e não ser capaz de refiná-lo", observou o diretor, lembrando que o Brasil quer se tornar exportador de derivados e não do petróleo bruto, para conseguir mais receita com a venda externa.

 

Nessa linha de pensamento, Costa admite que as cinco refinarias planejadas pela empresa para serem inauguradas até 2016 talvez não sejam suficientes para processar todo o combustível que será extraído das novas áreas. Apenas no primeiro campo, o de Tupi, as reservas apontam para um volume entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural), metade das reservas atuais da Petrobras.

 

"Com a entrada dos campos do pré-sal, basicamente a partir da segunda metade da próxima década, isso vai gerar novas necessidades, e a Petrobras avaliará, dentro do conceito de refinar no Brasil para agregar valor, gerar emprego, receita e renda no Brasil", disse Costa.

 

Ele informou que apesar das refinarias de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, assim como uma refinaria Premium, terem sido previstas antes da descoberta do pré-sal, quando a empresa previa uma produção de 3,5 milhões de barris de petróleo diários em 2015, as unidades agora terão que ser adaptadas para o óleo leve recém-descoberto.

 

"Agora estamos adaptando o projeto dessas refinarias, porque estamos vendo que não tem só petróleo pesado, vai ter leve, vamos processar um mix desses óleos," afirmou.

 

Com a entrada das novas refinarias em operação, considerando também as do Maranhão e do Ceará, a capacidade de refino da Petrobras saltará dos atuais 1,9 milhão de barris diários de petróleo para 3,2 milhões de barris.

 

Além do refino, o diretor da Petrobras afirmou que a área de gás e energia também não pode deixar de receber recursos relevantes, "apesar da exploração e produção ficar com a maior parte deles, o que tem que ser assim mesmo, para garantir a nossa receita", já que também há previsão de existência de um enorme volume de gás natural no pré-sal.

 

"Energia também tem obras, como os terminas de GNL e outros projetos de gasodutos, porque o pré-sal também tem gás e não pode ser produzido e queimado, você tem que ter mercado, para ter mercado tem que ter duto", lembrou.

 

A diretora da área de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse que, apesar de ainda não estar definido, a tendência é transformar o gás produzido no pré-sal em GNL, para atender aos novos terminais do produto no Ceará e no Rio de Janeiro, e também para exportação. "Não dá para aumentar a produção e não pensar em aproveitar o gás nessa produção. As coisas vão ser interligadas," explicou.

 

A produção comercial do pré-sal será iniciada no final de 2010 no campo de Tupi, onde estão previstos 100 mil barris diários em um projeto piloto que depois será repetido em outros campos operados pela companhia na área. Além de Tupi, já foram perfurados pela companhia Júpiter, Carioca, Guará, Iara, Caramba e Bem-te-vi. A previsão é de que a comercialidade dos poços seja declarada entre 2009 e 2010, segundo Costa.

 

 

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem que não faltará energia para projetos de expansão da indústria no País, com o terminal de regaseificação de GNL inaugurado esta manhã no Porto de Pecém (Ceará). O terminal será operado pela Transpetro.

 

"O Brasil e o Nordeste não correm o menor risco de não ter energia suficiente para crescer", afirmou a ministra, ressaltando que não está descartado apenas o risco de apagão, mas também está garantida a segurança energética no Brasil.

 

"À medida que os projetos entrem em operação, os incrédulos, que apontavam risco de falta de energia, podem ter certeza de que as suas profecias não se realizarão", disse Dilma, referindo-se também ao segundo terminal de regaseificação de GNL que está sendo construído no Rio de Janeiro.

 

Somente a unidade de Pecém tem capacidade para regaseificar 7 milhões de metros cúbicos por dia. Dilma participou, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros, da inauguração do terminal no Ceará. Durante o evento, Lula ressaltou que a prioridade do gás de Pecém será o fornecimento às termelétricas. "O objetivo é não deixar faltar energia na casa das pessoas. Se houver excedente, poderá ser utilizado para outros fins", disse.

 

Momentos antes, o governador do Ceará, Cid Gomes, que também participou da cerimônia, afirmou que a instalação do terminal afasta de vez a possibilidade de crise energética no Ceará, e contou que indústrias instaladas na região, como a Vicunha Têxtil, estavam adiando projetos de investimento por conta da escassez de gás.

 

Lula também comemorou o avanço do Brasil na independência energética e disse que, "se for necessário, faremos terminais de regaseificação em outros lugares para que o País tenha condições de ter energia suficiente para crescer". A Petrobras já estuda a terceira unidade de regaseificação de GNL, a ser instalada provavelmente na região sul.



Fonte: Jornal do Commercio
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