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Projeto

Equador troca exploração por campanha ambiental

10/12/2008 | 03h04

O Equador está buscando sensibilizar o mundo com uma proposta inovadora: em suas maiores reservas de petróleo localizadas no Parque Nacional Yasuní, no lugar de torres de perfuração, será colocada uma bandeira verde com a mensagem: “Petróleo na terra, meio ambiente a salvo”.

 

Este projeto, defendido pelo Equador desde 2007, será apresentado nos próximos dias na Polônia, onde ocorre, desde o início de dezembro, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, como mais uma iniciativa na luta contra o aquecimento climático.

 

Dependente da renda proveniente do petróleo, o pequeno país deseja despertar a consciência ecológica por meio de uma iniciativa considerada revolucionária por outros países: busca uma compensação milionária entre troca dos 920 bilhões de barris que deixarão de ser extraídos e, assim, não contaminarão o meio ambiente.

 

“Trata-se uma proposta única e pioneira e leva em consideração fatores que estão na agenda internacional”, defendeu ontem Francisco Carrión, ex-canceler e responsável pela promoção do chamado projeto ITT. Esta sigla corresponde aos campos Ishpingo-Tiputini-Tambococha, que estão situados no meio da floresta amazônica (dentro da principal reserva ecológica equatoriana) e reúnem a maior reserva de petróleo do país ainda não explorada.

 

A questão tornou-se um dilema para o Estado, que, ao mesmo tempo que se considera ecológico, integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e se financia com a venda do petróleo, um recurso muito prejudicial ao meio ambiente.

 

“Não há pior inimigo do meio ambiente do que a pobreza”, defendeu o presidente de esquerda Rafael Correa ao ilustrar o impacto da derrubada das árvores, da mineração artesanal e de outras atividades praticadas pela camada mais pobre da poluição sobre a conservação ecológica.

 

Mudança climática

 

Correa garante que está “disposto a sacrificar” parte dos US$ 700 milhões que, segundo os cálculos, seriam obtidos anualmente com a exploração do ITT, se conseguir receber ao menos a metade deste valor em doações.

 

“Com isto queremos contribuir para conter os efeitos das mudanças climáticas uma vez que deixaria de ser devastada uma região rica em biodiversidade; 920 bilhões de barris de petróleo deixariam de ser queimados e, sobretudo, seriam protegidos os direitos dos grupos indígenas que vivem no Yasumí”, justificou Carrión.

 

O parque, distante cerca de 300 quilômetros da capital, abrange uma área de 950 mil hectares e foi declarada reserva mundial da biosfera pela Unesco em 1989. Além disso, podem ser encontrados na área inúmeros fósseis do período pleistoceno. Vivem na região os últimos índios nômades do Equador, os Taromenane e os Tagaeri, além de mais de 500 espécies de aves e 173 de mamíferos.



Fonte: Gazeta Mercantil
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