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Economia

EPE descarta risco de racionamento de energia, apesar da seca e do alto consumo

28/09/2010 | 09h16
O país não corre risco de racionamento de energia, apesar do aumento progressivo do consumo e da seca que está provocando a redução do nível dos reservatórios das hidrelétricas. A garantia é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Ele comentou ontem (27) os números divulgados na resenha mensal da EPE, edição de agosto, que apontou um aumento de 7,1% no consumo de energia no país, contra igual período de 2009, com destaque para a indústria, que registrou alta de 9,5%.
 

“Graças aos investimentos que foram feitos na expansão do setor elétrico, temos hoje uma situação de total tranquilidade. Mesmo com essas fortes taxas de crescimento da demanda e o fato de estarmos passando por uma seca no país, com os reservatórios no nível mais baixo, a situação é de tranquilidade neste ano e no ano que vem”, afirmou Tolmasquim.
 

Segundo ele, com a expansão já contratada e garantida, o Brasil tem condições de crescer 7% ao ano até 2014. “A partir daí, temos o suprimento de energia garantido graças à entrada [em operação] das usinas hidrelétricas leiloadas, como Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e Belo Monte, no Rio Xingu. Já contratamos o equivalente a 71% da capacidade de geração necessária para os próximos 10 anos”, assegurou.
 

O presidente da EPE creditou a maior parte do crescimento à indústria, com destaque para o setor de exportação. De janeiro a agosto de 2010 as indústrias voltadas para as vendas externas elevaram o consumo em 19% (na comparação com igual período de 2009). “Em 2009, o setor voltado ao mercado exterior teve uma forte queda devido à crise internacional e à redução das importações dos países desenvolvidos. Em 2010, os setores metalúrgico, extrativo-mineral e químico vêm puxando o consumo de energia elétrica”.
 

Tolmasquim disse que o ritmo de crescimento do país também estará garantido pelo aumento da participação da energia nuclear na matriz energética, com a conclusão da Usina de Angra 3 e a entrada em operação de mais quatro usinas até 2030. Os estudo preliminares dos sítios onde as plantas de geração nuclear serão instaladas devem ser divulgados pela Eletronuclear e pela EPE até o fim do ano, com mapeamento completo em 2011. Segundo Tolmasquim, além do Brasil, apenas Estados Unidos e Rússia têm urânio e capacidade de enriquecimento. O plano, segundo ele, é construir uma usina nuclear a cada cinco anos.


Fonte: Agência Brasil
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