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Energia

Eólicas impulsionam negócios no setor

23/05/2011 | 10h04
Até dois anos atrás, a Makro Engenharia, empresa sediada em Fortaleza, Ceará, tinha 15 funcionários contratados para cuidar da logística dos equipamentos pesados de energia eólica. O transporte das pás e das turbinas dos aerogeradores era realizado por cinco caminhões de grande porte, comprados especialmente para essa missão. Hoje, o pequeno departamento virou uma divisão de negócios.
 

Já são 250 funcionários. A frota de caminhões saltou para 30 unidades e outros 20 foram encomendados para o ano que vem. Os quatro guindastes usados nas operações ganharam um reforço, com a aquisição de mais duas máquinas. Dos serviços de transporte, a Makro passou a fazer também a montagem mecânica e elétrica das turbinas. Para apoiar a operação, a empresa comprou uma área de 100 mil metros quadrados, que será usada para o armazenamento de componentes.
 

O diretor comercial da Makro, David Rodrigues, afirma que em breve a divisão será convertida em uma companhia independente, especializada no entorno dos negócios da geração de energia eólica - desde o transporte de equipamentos à entrega completa da usina. "Esse mercado está explodindo. Entregamos 50 torres até agora, mas já fechamos pedidos para mais 250, que serão instaladas até 2012."
 

Por trás das ambições dessa empresa cearense está a movimentação de mercado que receberá investimentos de R$ 25 bilhões nos próximos dois anos. Essa indústria do vento não tem atraído apenas fabricantes internacionais de aerogeradores, que estão montando sua bases no país. Uma cadeia de empresas de todos os portes já se armou ao redor do mercado eólico. E está crescendo rápido.
 

"Estamos com a carteira de pedidos lotada até o meio do ano que vem", diz José Quina Diogo, presidente da fabricante de torres Engebasa, que tem sede em Cubatão, na Baixada Santista. A previsão, de acordo com ele, é ter a carteira cheia pelos próximos três anos. Entre 2008 e 2009, a Engebasa produziu 80 torres - que somaram 340 "partes" - para a argentina Impsa e a indiana Suzlon, instaladas no Nordeste. Este ano a previsão é chegar a 400 partes, alcançando 600 em 2012. "Vamos ficar próximos da nossa capacidade máxima", diz Diogo.
 

A Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) ainda não tem dados detalhados sobre o tamanho desse mercado energético do país, mas estima que essa indústria já deve empregar cerca de 50 mil pessoas. Segundo Ricardo Simões, presidente da associação, o faturamento das geradoras eólicas chegou a R$ 650 milhões no ano passado. Em 2014, no entanto, essa receita vai saltar para pelo menos R$ 2,8 bilhões, considerando o que já está contratado nos leilões realizados até agora.
 

Como qualquer outra área de infraestrutura no país, o mercado eólico padece da falta de mão de obra especializada. David Rodrigues, da Makro Engenharia, conta que fechou um acordo com as fabricantes Suzlon e GE Energy para montar um centro de treinamento no Ceará. "Precisamos de gente especializada. Vamos começar a ensinar no segundo semestre", afirma ele.
 

A articulação para fomentar os negócios também envolve o setor público. No Estado do Ceará, de acordo com Renato Rolim, coordenador de energia e comunicações da Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), o governo tem estimulado os projetos por meio de financiamento à construção de vias para transporte dos equipamentos, além de fazer cortes no ICMS para atrair investimentos.
 

No leilão que ocorrerá em julho, o Ceará foi o segundo Estado que mais apresentou projetos de energia eólica, sendo superado apenas pelo primeiro colocado na lista, o Rio Grande do Norte.
 

Para ganhar musculatura, algumas companhias nacionais já estão se unindo para fazer frente às gigantes desse setor. Esse, por exemplo, é o caso da Multi Empreendimentos, consultoria do Recife (PE) que acaba de fechar um acordo com a Andrade & Canellas, de São Paulo.
 

Juntas, as duas empresas vão trabalhar na elaboração de novos projetos para empreendedores. O time, de 10 consultores, chegou a triplicar, para 30 especialistas. "Nunca sentimos um nível de oportunidade tão forte quanto o atual", diz Pedro Cavalcanti, diretor presidente da Multi Empreendimentos.


Fonte: Valor Econômico
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