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Energia

Eólica ficará mais cara nos leilões este ano

20/03/2013 | 12h53

 

Os baixos preços da energia eólica no último leilão promovido pelo governo, em dezembro, podem não se repetir nos próximos certames. O presidente da Renova, Mathias Becker, prevê que os preços serão entre 12% e 18% mais altos, portanto, acima de R$ 100 por MWh. Os preços do último leilão, os menores da história, assustaram os empreendedores.
A Renova, a maior geradora eólica do país, vendeu só 10,6 MW médios no leilão, que vão lhe trazer uma receita bruta anual de R$ 8 milhões quando as turbinas entrarem em operação na Bahia, daqui a cinco anos. A energia foi vendida por cerca de R$ 90 MWh. Segundo Becker, tratou-se de um preço excepcional, que só foi possível devido a uma combinação de fatores.
Na avaliação do executivo, as mudanças nas regras da Finame, linha de crédito do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) utilizada para a aquisição dos aerogeradores, elevarão os custos dos empreendimentos e, consequentemente, da energia vendida nos próximos leilões. Para cumprir com as exigências do BNDES, os fornecedores terão de investir em fábricas no Brasil, diz Becker, que também prevê uma redução no número de fabricantes de equipamentos que permanecerão no mercado brasileiro.
O Brasil passou a ser um oásis para os fornecedores globais, cujas fábricas de turbinas eólicas ficaram ociosas após a crise na Europa e EUA. No ano passado, quem venceu a concorrência aberta pela Renova foi a multinacional francesa Alstom, que lhe fornecerá 440 aerogeradores, no valor de mais € 1 bilhão. A encomenda é uma das maiores do setor no mundo.
Sobre os futuros leilões, o presidente da Renova afirmou que a empresa está apta para cadastrar projetos, mas evitou fazer previsões. Em 2012, só um leilão de energia nova foi realizado - e ainda assim a demanda foi um fiasco.
Para ficar menos dependente do mercado cativo, a Renova criou uma comercializadora e estreou no mercado livre no fim do ano passado, com a venda de 61 MW médios. Os nomes dos compradores bem como os preços negociados são mantidos em segredo pela companhia.
Os acordos, disse Becker, foram fechados após a publicação da Medida Provisória 579, que estabeleceu as regras para a renovação antecipada das concessões e abalou as pilastras do setor elétrico. Isso mostra que a MP não afugentou os clientes do mercado livre de energia, como alguns representantes do setor chegaram a prever. A Renova obteve preços bem mais atraentes nesses contratos bilaterais que nos leilões, disse o executivo.
Com a conclusão das obras do parque eólico Alto Serão I, a Renova passou a ter 28% do sua carteira em operação. No entanto, o parque continua desconectado da rede elétrica nacional porque a Chesf não construi a tempo as linhas de transmissão, que só estarão prontas no fim deste ano.

Os baixos preços da energia eólica no último leilão promovido pelo governo, em dezembro, podem não se repetir nos próximos certames. O presidente da Renova, Mathias Becker, prevê que os preços serão entre 12% e 18% mais altos, portanto, acima de R$ 100 por MWh. Os preços do último leilão, os menores da história, assustaram os empreendedores.


A Renova, a maior geradora eólica do país, vendeu só 10,6 MW médios no leilão, que vão lhe trazer uma receita bruta anual de R$ 8 milhões quando as turbinas entrarem em operação na Bahia, daqui a cinco anos. A energia foi vendida por cerca de R$ 90 MWh. Segundo Becker, tratou-se de um preço excepcional, que só foi possível devido a uma combinação de fatores.


Na avaliação do executivo, as mudanças nas regras da Finame, linha de crédito do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) utilizada para a aquisição dos aerogeradores, elevarão os custos dos empreendimentos e, consequentemente, da energia vendida nos próximos leilões. Para cumprir com as exigências do BNDES, os fornecedores terão de investir em fábricas no Brasil, diz Becker, que também prevê uma redução no número de fabricantes de equipamentos que permanecerão no mercado brasileiro.


O Brasil passou a ser um oásis para os fornecedores globais, cujas fábricas de turbinas eólicas ficaram ociosas após a crise na Europa e EUA. No ano passado, quem venceu a concorrência aberta pela Renova foi a multinacional francesa Alstom, que lhe fornecerá 440 aerogeradores, no valor de mais € 1 bilhão. A encomenda é uma das maiores do setor no mundo.


Sobre os futuros leilões, o presidente da Renova afirmou que a empresa está apta para cadastrar projetos, mas evitou fazer previsões. Em 2012, só um leilão de energia nova foi realizado - e ainda assim a demanda foi um fiasco.


Para ficar menos dependente do mercado cativo, a Renova criou uma comercializadora e estreou no mercado livre no fim do ano passado, com a venda de 61 MW médios. Os nomes dos compradores bem como os preços negociados são mantidos em segredo pela companhia.


Os acordos, disse Becker, foram fechados após a publicação da Medida Provisória 579, que estabeleceu as regras para a renovação antecipada das concessões e abalou as pilastras do setor elétrico. Isso mostra que a MP não afugentou os clientes do mercado livre de energia, como alguns representantes do setor chegaram a prever. A Renova obteve preços bem mais atraentes nesses contratos bilaterais que nos leilões, disse o executivo.


Com a conclusão das obras do parque eólico Alto Serão I, a Renova passou a ter 28% do sua carteira em operação. No entanto, o parque continua desconectado da rede elétrica nacional porque a Chesf não construi a tempo as linhas de transmissão, que só estarão prontas no fim deste ano.

 



Fonte: Valor Econômico
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